Marinho diz que campanha não endossa jingle que criticou o terceira via

"Não defendemos essa alcunha, não é dessa forma que vamos nos comportar", disse o coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro em entrevista à CNN

Davi Alencar, da CNN Brasil*
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O senador Rogério Marinho (PL-RN) disse nesta terça-feira (31) que o jingle utilizado em uma transmissão ao vivo de um evento de pré-campanha à presidência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não “reflete o comportamento” da campanha.

A peça veiculada durante uma agenda de Flávio no Rio Grande do Norte chamava representantes da “terceira via” de “sequelados” e afirmava que os partidos que compõem o Centrão irão “cair do cavalo”.

À CNN, Marinho - que é coordenador da pré-campanha de Flávio - disse que não defende a música e que, independentemente do adversário político que enfrentarem nas eleições, o tratamento será respeitoso.

“Se tem um jingle que foi tocado de forma pejorativa, não dá. É uma situação de disposição da campanha, estamos ainda na pré-campanha, há um enorme montante de apoiadores e não defendemos essa alcunha. Não é dessa forma que vamos nos comportar”, afirmou o senador.

Após a repercussão do jingle, a campanha de Flávio negou à CNN que se trate de uma música oficial da candidatura. No entanto, a música aparece no início da transmissão do evento realizada pelo canal oficial do PL no YouTube.

“Agora o Brasil é Flávio e o Flávio é Bolsonaro. A esquerda entra em desespero e o Centrão cai do cavalo”, diz o jingle. A música também diz: “Em 2026, é Flávio Bolsonaro, não queremos terceira via sequelada”, diz a música.

Em nota, a equipe do pré-candidato afirmou que terá “mais cautela” nos próximos eventos e que se a assessoria do senador tivesse conhecimento prévio, não teria concordado com a letra.