Marinho rebate Lula sobre fim da 6x1: "Ladrão da esperança"
Proposta já foi aprovada pela CCJ do Senado; análise no plenário da Casa Alta deve ficar para outubro

Após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmar que o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), atua contra o avanço da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do fim da escala 6x1, o parlamentar rebateu o petista nas redes sociais e afirmou que o chefe do Executivo é um "ladrão da esperança".
"Você está aplicando o golpe da picanha 2, tentando fazer o povo acreditar que é possível reduzir a jornada sem redução de remuneração e que isso não terá consequências para todos. O custo da sua irresponsabilidade será pago pelo trabalhador, que vai encontrar preços mais altos, empresas fechando, desemprego e um empurrão para a informalidade. Você é um ladrão da esperança", escreveu Marinho no X.
Lula, ou você é burro ou mal-intencionado. Como você engana a população há mais de 40 anos, sei que burro não é. Então, posso afirmar com toda a certeza que é mal-intencionado. Você está aplicando o golpe da picanha 2, tentando fazer o povo acreditar que é possível reduzir a… https://t.co/O5nTq39qej
— Rogério Marinho🇧🇷 (@rogeriosmarinho) September 3, 2026
Mais cedo, Lula havia publicado, também no X, que "a oposição, capitaneada pelo coordenador da campanha do meu opositor nessa corrida presidencial, atuava para impedir o avanço da pauta".
Segundo o presidente, as justificativas da oposição são de que "se a gente aprovar, o Brasil 'quebra'".
"Do mesmo jeito que ia 'quebrar' quando os trabalhadores conquistaram o direito às férias. Quando tiveram direito ao 13º. Uma história que se repete desde os tempos do fim da escravidão".
Fim da escala 6x1
A CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado Federal aprovou, na última quarta-feira (2) a PEC que acaba com a jornada de trabalho 6x1. A proposta ainda deve passar pelo plenário da Casa Alta.
Havia a possibilidade de a proposta ser votada ainda na quarta-feira, mas a base governista preferiu adiar. A decisão ocorreu após consulta com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
"Estamos combinando com o presidente Davi o seguinte: ver o melhor momento para votar ainda agora em setembro, em eventual chamamento extraordinário. Se não votarmos, com o número consolidado na segunda semana de outubro”, explicou o líder do governo.
Na comissão, o texto foi aprovado de forma simbólica, com votos contrários dos senadores Rogério Marinho, Jaime Bagattoli (PL-RO), Tereza Cristina (PP-MS) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS).
Depois da análise da CCJ, a PEC irá precisar de ao menos 49 votos favoráveis no plenário da Casa, em dois turnos.


