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    Marqueteiros se preparam para uso de IA na campanha e temem “terrorismo eleitoral”

    A leitura de profissionais ouvidos pela CNN é que a inteligência artificial será uma revolução na comunicação política

    Pedro Venceslauda CNN

    São Paulo

    Enquanto o TSE propõe regras para o uso de inteligência artificial nas disputas eleitorais, os marqueteiros já buscam profissionais no mercado para o uso da tecnologia, mas temem os efeitos colaterais.

    A leitura de profissionais ouvidos pela CNN é que a inteligência artificial será uma revolução na comunicação política, mas com uma tecnologia barata e acessível.

    “Estamos fazendo vários testes para eleição de 2024. Ainda não existem muitos profissionais especializados, mas essa é uma ferramenta barata e acessível”, disse à CNN o marqueteiro Pablo Nobel, que em 2023 atuou na campanha de Javier Milei na Argentina e este ano está na pré-campanha de Tabata Amaral (PSB) na capital paulista.

    O profissional diz, porém, que existe uma preocupação que ronda o mercado.

    “Como é uma ferramenta barata, tem uma moçada que vai produzir conteúdos que não respondem aos comitês estratégicos das campanhas. A inteligência artificial pode ser usada como terrorismo político”, disse Nobel.

    “Estou vendo muita gente usar IA pra criar imagens. E são imagens lindas, perfeitas. No fundo, estão usando para substituir os bancos de imagem. Em breve, vai ter muita manipulação através de fotos. Mas a minha dúvida permanece: como regular isso? Não faço a menor ideia, até porque não faço a menor ideia do potencial explosivo da IA”, disse o marqueteiro Chico Mendes, que em 2002 fez a campanha de Rodrigo Garcia em São Paulo.

    “Sem dúvida alguma sou favorável a regulamentação. Na Argentina a IA foi usada contra Massa nas redes “mostrando” ele consumindo cocaína e afirmando que ele era o candidato do cartel das drogas na Colômbia. Teve efeito forte nas redes contra ele”, disse o marqueteiro Chico Malfitani, que trabalhou em diversas campanhas petistas desde 1989.