Master: delegados estão mais "confortáveis" com novo relator, diz ADPF
Presidente da Associação dos Delegados da PF declara que decisões de relator anterior, ministro Dias Toffoli, prejudicavam investigação

O presidente da APDF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal), Edvandir Paiva, afirmou que os investigadores da PF (Polícia Federal) responsáveis pelo inquérito sobre o Banco Master estão “mais confortáveis” e “mais tranquilos” com a condução do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, novo relator do caso.
“Internamente, parece que o pessoal da investigação está mais tranquilo. Confortável. Isso hoje”, disse nesta sexta-feira (27) em conversa com jornalistas.
O delegado afirmou ainda que acredita que o ministro vá seguir o caminho do Direito e não necessariamente precisa acolher todos os pedidos da PF. “Que fundamente as decisões. Temos esperança de condução dentro do Direito. E que os colegas [da investigação] possam seguir”, destacou.
Paiva também citou decisões do ministro Dias Toffoli, antecessor de Mendonça na relatoria, que considerou “atípicas”. Por exemplo, as ordens de Toffoli para realizar uma acareação dos investigados antes da colheita dos depoimentos, com perguntas definidas pelo ministro ou juiz auxiliar, a lacração de celulares apreendidos e a escolha de peritos para analisar o material. O delegado disse que o envio das apreensões à PGR (Procuradoria-Geral da República) só foi feito após pressão da imprensa.
“Entendemos que estava prejudicando o bom andamento da investigação e as prerrogativas da delegada, que é o que mais interessa a nós”, reforçou.


