Maximiano já estava na Índia quando recebeu notificação para depor na CPI

Também nesta quarta-feira (28), empresário acionou o Supremo Tribunal Federal pedindo para que a ministra Rosa Weber reconsidere obrigatoriedade

Rachel Vargas, da CNN, em Brasília

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A CNN obteve acesso com exclusividade ao cartão de embarque de Francisco Maximiano, sócio da Precisa Medicamentos, que disse à CPI estar em viagem a Índia e, por isso, pede a remarcação do depoimento à comissão. O bilhete comprova que Maximiano embarcou no dia 25 de Doha, no Catar, a Hyderabad, na Índia. O empresário deixou o Brasil na noite de sábado em direção à capital do Catar.  

O presidente da CPI da Pandemia, senador Omar Aziz, decidiu solicitar uma cópia do cartão de embarque do sócio da Precisa Medicamentos, Francisco Maximiano, como prova de que o embarque dele para a Índia ocorreu no último domingo (25), conforme informado à CPI. Omar Aziz pretende decidir o que fazer somente após a resposta da defesa de Francisco Maximiano.

Carimbo no passaporte de Francisco Maximiano
Carimbo no passaporte de Francisco Maximiano
Foto: Reprodução

A CPI notificou o empresário sobre o depoimento na segunda-feira (26). Se confirmado que ele embarcou antes da comunicação, a CPI não pretende tomar medidas judiciais, tais como pedido de condução coercitiva ou prisão preventiva, conforme afirmou o vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

O sócio da Precisa medicamentos, empresa intermediária na compra da vacina Covaxin, pediu à CPI, nesta quarta-feira (28/07), a remarcação o depoimento dele à comissão. O cronograma previa ouvir Maximiano na próxima quarta-feira (4/8).

A secretaria da comissão parlamentar de inquérito foi comunicada que Maximiano se encontra na Índia e que, portanto, não poderá comparecer ao depoimento. A solicitação foi para que ele seja convocado a depor após o dia 10/8, quando terá retornado ao Brasil. No entanto, a Anvisa recomenda que todo viajante que esteve na Índia fique em quarentena por 14 dias.

Cartão de embarque de Maximiano
Cartão de embarque
Foto: Reprodução

Também nesta quarta-feira (28), a defesa de Maximiano acionou o Supremo Tribunal Federal pedindo para que a ministra Rosa Weber reconsidere decisão que tornou obrigatório o comparecimento de Maximiano na CPI da Pandemia. O argumento é de que o empresário é tratado como investigado pela comissão.

Após reportagem da CNN informando que a CPI pediria provas da viagem de Maximiano, a defesa do empresário peticionou à comissão informando que a viagem teve início no dia seguinte ao comunicado (24) de que a Barath Biotech rompeu o memorando de entendimentos com a Precisa. E informou que  comunicou a viagem à Polícia Federal assim como à CPI.

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