MDB antecipa escolha de candidato à presidência do Senado após avanço de Pacheco

Partido pretende ir ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em busca de neutralidade do governo na disputa

Bárbara Baião, da CNN, em Brasília

A bancada se reunirá na próxima quinta-feira, 14, em busca de um consenso. A expectativa é para que o encontro já tenha a participação de dois novos filiados: os senadores Veneziano Vital do Rego (PB) e Rose de Freitas (ES).  

Em paralelo, uma ala do partido, dono da maior bancada da Casa, ainda tenta atuar para garantir uma posição de neutralidade do Palácio do Planalto. A ofensiva é encabeçada pelos dois líderes do governo, senadores Eduardo Gomes (MDB-TO) e Fernando Bezerra (MDB-PE), que têm um novo encontro agendado com o presidente Jair Bolsonaro nesta sexta-feira (8).  

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Apesar do esforço, segundo relatos feitos à CNN, o presidente tem emitido sinais de que estaria fechado com o nome de Pacheco, já que o fiador da candidatura é o atual mandatário do Senado, Davi Alcolumbre, do DEM. O nome também conta com o respaldo, nos bastidores, do senador Flavio Bolsonaro, do Republicanos.  

Se a configuração for mantida, a leitura de uma parte da bancada é que só restará ao MDB ir para a disputa com um candidato que represente maior independência em relação ao Executivo. Nessa direção, dois nomes são cogitados: Simone Tebet e Eduardo Braga.

Nos cálculos de emedebistas, o cenário ideal para viabilizar a candidatura é iniciar a campanha com o apoio do bloco formado pelo Podemos e o PSDB, que soma 17 parlamentares.

Senador Rodrigo Pacheco
Senador Rodrigo Pacheco
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

As siglas têm reunião marcada para a próxima sexta, dia 15. Os tucanos, com sete senadores, já indicaram que pretendem seguir o princípio da proporcionalidade e apoiar o nome da maior bancada da Casa. 

Outro apoio considerado estratégico para o MDB é o do Progressistas, com 7 senadores. A cúpula da sigla avalia a possibilidade, e deve tomar uma decisão até semana que vem. Dentro da bancada, há uma preferência pelo nome de Braga, líder do partido no Senado, que mantém conversas com o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira.