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    MDB e PSD devem ficar com três ministérios cada um; União Brasil, com dois

    Futuro ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, já anunciou que o terceiro governo de Lula terá 37 ministérios; 21 nomes já foram confirmados

    Da CNN

    Aliados do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), admitem a divisão de ministérios entre os partidos MDB, PSD e União Brasil. As informações são da âncora da CNN, Daniela Lima.

    O MDB deve ficar com três pastas, segundo apuração da CNN. Uma delas para a senadora Simone Tebet, outro para Renan Filho (ex-governador e senador eleito por Alagoas) e outro para algum quadro indicado por Helder Barbalho (governador reeleito do Pará).

    Outros três ministérios devem ser designados para representantes do PSD. Entre os cotados estão o senador Alexandre Silveira (PSD-MG), o senador Carlos Fávaro (PSD-MT) — ligado ao agronegócio — e o deputado federal Pedro Paulo (PSD-RJ), ligado ao prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.

    Silveira disputou reeleição ao Senado Federal por Minas Gerais, em outubro, mas perdeu.

    A possibilidade dele ser contemplado em uma pasta é considerada um reconhecimento do apoio do PSD a Lula em Minas Gerais, onde ele obteve vitória sobre Jair Bolsonaro (PL).

    Já a expectativa é que o União Brasil, formado a partir da fusão do Democratas com o PSL, fique com o controle de dois ministérios no governo de Lula.

    16 ministérios ainda indefinidos

    O futuro ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, já anunciou que o terceiro governo do petista terá 37 ministérios. O número é 60% maior do que a atual configuração da Esplanada, com 23 pastas.

    Até o momento, 21 nomes já foram confirmados pelo petista. A expectativa em Brasília é de que o restante das vagas sejam anunciadas até esta quinta-feira (29).

    A principal dúvida de Lula diz respeito à senadora Simone Tebet, que disputou a Presidência na eleição deste ano e terminou o primeiro turno em terceiro lugar. No segundo turno, ela anunciou apoio ao petista, o que foi visto como decisivo para o resultado das urnas.

    Inicialmente, Tebet foi cotada para o Ministério do Desenvolvimento Social, que é o responsável pela gestão do Bolsa Família, uma das principais vitrines dos governos do PT. Entretanto, o cargo foi entregue ao senador eleito Wellington Dias (PT-PI).

    O nome da senadora também foi cogitado para o Ministério do Meio Ambiente. A pasta, porém, deverá ficar com a deputada federal eleita Marina Silva (Rede-SP), que já ocupou o posto no passado.

    Outra opção que passou a ser considerada para Tebet foi colocá-la no Ministério do Planejamento. A senadora sinalizou a aliados que só aceitaria a indicação caso a pasta fosse “turbinada” com bancos públicos como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

    Veja os ministérios que ainda estão sem nomeações:

    • Povos Indígenas
    • Previdência Social
    • Esporte
    • Cidades
    • Integração e Desenvolvimento Regional
    • Meio Ambiente
    • Transportes
    • Minas e Energia
    • Comunicações
    • Turismo
    • Desenvolvimento Agrário
    • Agricultura e Abastecimento
    • Pesca
    • Comunicação Social
    • Segurança Institucional
    • Planejamento e Orçamento
    (Com informações de Daniela Lima, Brasília Rodrigues, João Rosa, Teo Cury e Larissa Rodrigues da CNN)