MDB e União Brasil alinham discurso para evitar adiamento de escolha de candidato

Com racha dentro do PSDB, as duas siglas receiam que partido de João Doria queira adiar para depois do dia 18 de maio a escolha de chapa única de siglas de centro

Luciano Bivar em encontro com a senadora Simone Tebet
Luciano Bivar em encontro com a senadora Simone Tebet Divulgação

Gustavo Uribeda CNN

Brasília

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Com cenário de desavenças e indefinições no PSDB, o MDB e o União Brasil começaram a discutir estratégia para evitar um adiamento na escolha de uma chapa de centro para a disputa presidencial deste ano.

Em encontros reservados promovidos nos últimos dias, dirigentes das duas siglas acordaram que não aceitarão que a definição fique para depois do dia 18 de maio e salientaram que, caso o PSDB não aceite a data acordada, pretendem adotar o discurso de que a legenda pode ser prejudicada na composição da candidatura presidencial.

Segundo relatos feitos à CNN por dirigentes dos partidos, o objetivo da estratégia é blindar as duas siglas e definir que, independentemente da decisão do PSDB, elas estarão juntas na disputa presidencial.

Nesta terça-feira (19), os pré-candidatos do MDB, Simone Tebet, e do União Brasil, Luciano Bivar, almoçaram juntos para discutir o atual cenário político. Os presidentes do MDB, União Brasil, PSDB e Cidadania devem se reunir na próxima segunda-feira (25) para discutir os prazos de definição da chapa eleitoral.

No PSDB, o ex-governador de São Paulo João Doria tem defendido que as prévias partidárias da legenda sejam respeitadas e que, portanto, o tucano tenha sua candidatura lançada ao Palácio do Planalto.

O temor de integrantes da frente de centro é de que, diante da insistência de Doria, a terceira via possa virar uma bifurcação entre duas candidaturas: uma com Simone Tebet e Luciano Bivar e outra com João Doria e Eliziane Gama, do Cidadania.

O bloco de centro tem avaliado quatro critérios para a escolha de um nome na disputa presidencial. Segundo o relato feito à CNN por dirigentes das quatro legendas, são avaliados hoje como fatores a intenção de voto, o índice de rejeição, o peso nacional e o histórico eleitoral.

Os dois primeiros critérios, segundo líderes de centro, serão apontados por pesquisas eleitorais, tanto públicas como internas, divulgadas até a segunda quinzena de maio. Os dois últimos fatores são baseados no peso eleitoral das siglas, ou seja, na sua capilaridade nacional com congressistas e prefeitos, e no histórico eleitoral de cada presidenciável, ou seja, o desempenho em pleitos passados.

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