Médico de Bolsonaro diz que pneumonia atual é mais grave que as anteriores
Internação vai durar tempo que for necessário para reestabelecer pulmões: vai ser um tratamento mais prolongado

Os médicos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) informaram nesta sexta-feira (13) que o quadro de pneumonia é considerado “muito grave” e incomum, o que deve demandar um tratamento mais prolongado.
“Foi um quadro muito grave. Nesse momento ele se encontra na UTI recebendo todos os tratamentos para soluço, refluxo e iniciou agora fisioterapia também. Foi uma pneumonia mais grave do que as duas que ele teve no ano passado”, explicou o doutor Claudio Birolini em coletiva de imprensa.
“Vai ser um tratamento mais prolongado, diferente de uma pneumonia comum em que a pessoa recebe o antibiótico e vai pra casa”, completou o médico.
O ex-presidente precisou ser levado ao hospital DF Star, em Brasília, depois de passar mal no Complexo Penitenciário da Papuda, onde está preso desde janeiro deste ano.
De acordo com Birolini, os quadros de refluxo do ex-presidente são causadores da pneumonia aspirativa.
"Nós já havíamos alertado nos relatórios do risco de pneumonia aspirativa pelas questões do refluxo. E, novamente, estamos aí tendo que lidar com essa situação, que é uma situação bastante crítica, bastante indesejada e que, realmente, para quem questiona, isso realmente põe em risco a vida do paciente", disse.
"Uma pneumonia aspirativa pode fazer com que a pessoa evolua com uma insuficiência respiratória e se você não intervir, morra", acrescentou.
Ainda segundo os médicos não é possível prever um tempo certo para recuperação, mas estima-se que ela seja mais "lenta" em decorrência da idade e das comorbidades do ex-presidente.
"Com as comorbidades que ele tem, também são fatores agravantes. O fato de o tratamento ter sido rápido vai amenizando isso, mas nós não temos ainda um prazo determinado. O antibiótico que ele está recebendo, ele vai de sete a 14 dias, vai depender da evolução", disse o cardiologista Leandro Echerique.


