Médicos investigam possível reação de Bolsonaro a combinação de remédios
Hipótese inicial era que ex-presidente teria caído da cama enquanto dormia
Após o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixar o hospital onde estava para realização de exames médicos, o cardiologista Brasil Caiado — responsável pela saúde do ex-mandatário — apontou em conversa com jornalistas nesta quarta-feira (7) a suspeita de uma possível reação à combinação de remédios que poderia ter causado a queda sofrida pelo ex-mandatário na terça-feira (6).
"Há uma suspeita inicial que nós já havíamos imaginado que possa ser a interação de medicamentos. O presidente faz uso de vários medicamentos para tratamento das crises de soluços e nós estamos diante de um problema agora com o presidente que é: se esses quadros forem recorrentes e colocam o presidente numa zona de maior risco, pelos medicamentos e, segundo ponto: nós temos que suspender os medicamentos e colocar o presidente num degradante de soluço? Ou mantenho a medicação eu aumento o risco que eu ainda não sei se é, nós vamos avaliar, mas são hipóteses", afirmou Caiado.
O médico disse também que a ideia de que Bolsonaro tenha caído da cama enquanto dormia não parece mais ser tão válida, visto que o machucado no lado esquerdo da cabeça não corresponde com a disposição dos móveis da cela onde o ex-presidente está detido.
"Na madrugada de ontem, o presidente apresentou uma queda, ele começou a caminhar pelo quarto e caiu. Inicialmente, pensamos que era uma queda da cama. Ele levantou, tentou caminhar e caiu. A escrivaninha fica do lado esquerdo da cama e a contusão foi do lado direito", explicou.
Caiado detalhou que o ex-presidente passou por uma ressonância magnética do crânio, uma tomografia e um eletroencefalograma.
"Observamos uma lesão em partes moles da região temporal direita e da região frontal direita, caracterizando o traumatismo craniano leve e intra-crânio não há lesão, isso é bom para ele", destacou o cardiologista.
Boletim médico divulgado logo após a saída de Bolsonaro do hospital confirma o que foi dito por Caiado Brasil. De acordo com o informe, o ex-chefe do Executivo deverá "seguir cuidados clínicos" orientados pela equipe de saúde que o assiste.


