Melhora de índices econômicos muda estratégias de campanhas, diz especialista
Para cientista político, Bolsonaro adota discurso de que “pior da recessão” já passou; Lula insiste em afirmar caráter eleitoreiro do Auxílio Brasil
A melhora de indicadores econômicos no Brasil levou a campanha dos candidatos à Presidência a repensarem as suas estratégias, de acordo com o cientista político e professor da FGV Eduardo Girin.
O professor da FGV explica que a pauta econômica, aliada da social, tem sido importante para o eleitor. Dessa forma, com a recente queda no desemprego, o aumento da renda e a redução da inflação, as campanhas adaptaram os seus discursos ao atual contexto.
“[Jair] Bolsonaro [PL] vem desfrutando da melhora dos índices, da queda do desemprego, aumento da renda, ainda que tímida, e na redução da inflação, tentará vender que com a população brasileira que o pior da recessão econômica, o pior causado pela pandemia, ficou para trás e agora o país entra em um momento de retomada da normalidade”, diz Girin.
Para ele, o presidente aposta que o eleitor brasileiro é “bastante conservador”, pois prefere manter uma situação “que se apresenta como positiva” a arriscar uma mudança na cadeira presidencial.
Já o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve insistir que o Auxílio Brasil tem um caráter eleitoreiro e data para acabar, acredita o cientista político.
“Com relação à retomada do emprego, Lula deverá enfatizar que a recuperação da renda vem sendo muito tímida e que a expansão do emprego ainda não repôs a renda que os trabalhadores tinham antes do início da pandemia”, aponta o professor da FGV.
Debate
As emissoras CNN e SBT, o jornal O Estado de S. Paulo, a revista Veja, o portal Terra e a rádio NovaBrasilFM formaram um pool para realizar o debate entre os candidatos à Presidência da República, que acontecerá no dia 24 de setembro.
O debate será transmitido ao vivo pela CNN na TV e por nossas plataformas digitais.



