Menos da metade dos senadores em fim de mandato tenta a reeleição em 2022

Das 27 cadeiras em disputa, ao menos 14 terão um novo ocupante a partir de 2023

Danilo Moliterno e Leonardo Rodrigues, da CNN, em São Paulo
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Um terço das cadeiras no Senado está em jogo nas eleições de 2022. A Casa tem 81 vagas, mas somente 27 – uma por unidade federativa – serão disputadas. Entre os 27 parlamentares em fim de mandato, 13 concorrem à reeleição, o que representa 48% – menos da metade, portanto.

Com isso, mais da metade dos eleitos no próximo 2 de outubro serão, necessariamente, novos nomes em relação à composição atual do Senado, o que manterá a taxa de renovação em alta.

Nas últimas eleições gerais, em 2018, o Senado registrou a maior renovação de sua história: das 54 vagas disputadas, 46 – o que representou 85% – tiveram seus ocupantes trocados. De cada quatro senadores que tentaram se reeleger, três não foram reconduzidos ao cargo.

Os senadores em fim de mandato

A maior parte dos 81 senadores faz parte do Centrão. O MDB, por exemplo, tem a maior bancada, com 12 integrantes.

O PSD conta com 11 parlamentares. PL, Podemos, União Brasil e PP têm oito cada. O PT soma sete; e o PSDB, seis. As demais legendas não chegam a cinco senadores.

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Nas eleições de 2022, MDB e PP são os partidos com mais senadores em fim de mandato: quatro. Dentre os emedebistas de saída, Rose de Freitas, do Espírito Santo, é a única a pleitear a reeleição. Na última pesquisa Ipec divulgada para o estado, ela alcançou 22% das intenções de voto, atrás de Magno Malta (PL), com 29%.

No PP, somente Kátia Abreu disputa a reeleição, pelo Tocantins. Na última pesquisa Ipec, ela apareceu com 18% das intenções de voto, tecnicamente empatada com Professora Dorinha (União Brasil), que tinha 19%.

Os três parlamentares do PSD em fim de mandato trabalham pela reeleição. Omar Aziz, do Amazonas, e Otto Alencar, da Bahia, lideram em seus estados, segundo as pesquisas do Ipec. Em Minas Gerais, Alexandre Silveira (10%), de Minas Gerais, empata tecnicamente com Cleitinho (PSC, 15%) em intenções de voto.

Outras siglas com presença considerável na Casa têm menos posições em risco nas eleições. Único dos oito senadores do União Brasil em fim de mandato, Davi Alcolumbre lidera as pesquisas de intenção de voto para se reeleger no Amapá.

Com dois senadores de saída, o Podemos tem em Álvaro Dias, do Paraná, um líder nas intenções de voto, de acordo com a última Ipec.

As pesquisas são projeções e não refletem necessariamente o resultado final das eleições. Os levantamentos do Ipec considerados têm margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.

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Partidos de Lula e Bolsonaro avançam por posições

Os partidos dos presidenciáveis Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), os dois que aparecem à frente no agregador de pesquisas CNN/Locomotiva, buscam aumentar sua representação no Senado.

PT e PL têm dois senadores cada em fim de mandato – nenhum destes petistas busca se reeleger, mas os dois do PL concorrem.

O partido do presidente é o segundo com mais candidaturas ao Senado: 17 no total. O PT lançou dez candidatos a senador.

O líder em candidatos ao Senado neste ano é o PSOL, com 20. As pesquisas dos principais institutos de pesquisa, porém, mostram que a sigla não lidera a corrida em nenhum estado.

Senado passou por renovação recente

Nas eleições de 2018, 32 dos 54 senadores em fim de mandato disputaram a reeleição – ou seja, quase 60% deles.

O número, recorde desde a redemocratização, foi sucedido por outro recorde do período: no que diz respeito às eleições de dois terços do Senado, a taxa de renovação, que superou 85%, foi a maior.

O sistema utilizado para eleger senadores é o majoritário. Fica com a vaga, portanto, o candidato que obtiver o maior número dos votos na unidade federativa em que concorre – ou os dois mais votados, no caso das eleições de dois terços.

Cada representante é escolhido para um mandato de oito anos. As eleições, contudo, são de quatro em quatro. A cada pleito, um terço e dois terços das 81 cadeiras são renovados, alternadamente.

Debate

As emissoras CNN e SBT, o jornal O Estado de S. Paulo, a revista Veja, o portal Terra e a rádio NovaBrasilFM formaram um pool para realizar o debate entre os candidatos à Presidência da República, que acontecerá no dia 24 de setembro.

O debate será transmitido ao vivo pela CNN na TV e por nossas plataformas digitais.

Fotos -- Os senadores em fim de mandato