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    Mesmo afastada, juíza Gabriela Hardt seguirá recebendo salário

    Manter a remuneração é o rito padrão para magistrados que passam por processos disciplinares

    Em 2019, Hardt ficou conhecida por conduzir interrogatório de Lula
    Em 2019, Hardt ficou conhecida por conduzir interrogatório de Lula Eduardo Matysiak/Futura Press/Estadão Conteúdo

    Stêvão Limanada CNN

    São Paulo

    A juíza federal Gabriela Hardt seguirá recebendo salário normalmente após ter sido afastada pelo Conselho Nacional de Justiça, no âmbito da Correição Extraordinária.

    O rito de manter a remuneração é padrão para qualquer magistrado que passa por algum tipo de Processo Administrativo Disciplinar, pois exige-se que a investigação e os encaminhamentos sejam concluídos para poder haver algum tipo de impacto financeiro ao servidor público.

    De acordo com o Portal da Transparência do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), Hardt recebe uma remuneração base de R$ 33.924,93 que com o acréscimo de gratificações e indenizações, fica na base dos R$ 50 mil mensais.

    A magistrada Gabriela Hardt é natural do Paraná e possui 48 anos. No TRF4, ocupa uma cadeira de juíza desde 2009. Em 2014, tornou-se juíza substituta e assumiu o lugar de Sérgio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pelos processos da Operação Lava Jato.

    Em 2019, Hardt ficou conhecida por conduzir um interrogatório do presidente Lula e ter o advertido com “se continuar nesse tom comigo, a gente vai ter problema”.

    A juíza foi afastada pelo CNJ na última segunda-feira pelo Ministro Luís Felipe Salomão por “infrações administrativas graves” e “fortes indícios de faltas disciplinares e violações a deveres funcionais da magistrada” durante a criação da Fundação Lava Jato.