Mesmo após embates, líder do governo diz que Hugo segue "fortalecido"

José Guimarães (PT-CE) disse ainda que o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), e o presidente da Casa "deram uma trégua"

Duda Cambraia e Emilly Behnke, da CNN Brasil, Brasília
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Após episódios de desavenças entre os poderes Legislativo e Executivo, o líder do governo na Câmara, deputado federal José Guimarães (PT-CE), disse que o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), sai "fortalecido".

"O resultado de uma gestão é no final. Tivemos esses tropeços aqui dentro, mas isso serve de avaliação", disse Guimarães em um café com jornalistas nesta quinta-feira (18). "Acho que no final, Hugo sai fortalecido", acrescentou.

O líder do governo citou dois episódios na gestão de Hugo que aumentaram o distanciamento com o Planalto: em junho, quando a Câmara derrubou o aumento do IOF, e em novembro, quando o presidente da Casa anunciou Guilherme Derrite (PP-SP), deputado federal e secretário do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como relator do PL Antifacção.

Guimarães também relembrou a ocupação no plenário, quando deputados da oposição permaneceram na cadeira da presidência. "Aquele episódio da ocupação da mesa por bolsonaristas foi um ponto fora da curva da gestão dele [Hugo Motta]. Tanto é que houve uma reação quando Glauber assumiu a cadeira", avalia Guimarães.

Apesar dos atritos, o líder do governo afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demonstra respeito pelo Congresso Nacional e reconhece o papel dos líderes da base para aprovação das matérias de interesse do Executivo.

Segundo Guimarães, o Congresso aprovou quase todas as matérias de interesse do Planalto. Ao todo, foram 248: "Só faltou a MP do Gás do Povo, que vem final de fevereiro, e a PEC da Segurança".

Outro episódio de distanciamento com a cúpula do governo foi quando Hugo anunciou, no final de novembro, o rompimento da relação institucional com o líder do PT na Casa, Lindbergh Farias (RJ).

Segundo José Guimarães, Lindbergh e Hugo "deram uma trégua" e "estão terminando o ano bem". Guimarães relaciona esse distensionamento a um amadurecimento na relação entre os parlamentares.