Ministério do Meio Ambiente reforça rigor de licença para Margem Equatorial

MMA divulgou nota afirmando que liberação legal para pesquisas deve seguir todos os critérios estabelecidos pelo Ibama

Helena Prestes, da CNN Brasil*, Cristiane Norberto, da CNN Brasil, Brasília
Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, durante participação na Comissão de Agricultura da Câmara  • Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
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Após o Ibama liberar a Petrobras para perfurar um poço exploratório na Margem Equatorial, o MMA (Ministério do Meio Ambiente) afirmou que a licença de operação deve obedecer "aos mais rigorosos critérios técnicos, científicos e ambientais". Assim como garantir "o respeito" aos povos e comunidades da região do empreendimento.

O MMA também reforçou a posição da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, sobre o assunto, alegando que é competência do Ibama realizar as avaliações técnicas e de viabilidade para licenciar empreendimentos. Ou seja, os órgãos licenciadores, como a Petrobrás, não são aptos a analisarem os aspectos de "oportunidade e conveniência para a exploração" de petróleo.

Em nota emitida nesta tarde, o MMA declarou que a licença é resultado de "um rigoroso processo de análise ambiental por parte do Ibama" que vem sendo apreciado desde 2014, com a elaboração de estudos ambientais, audiências públicas, reuniões técnicas e vistorias nas estruturas de resposta à emergência.

Nesta segunda-feira (20), a Petrobras informou que recebeu licença de operação do Ibama para a perfuração de um poço exploratório no bloco FZA-M-059, na Margem Equatorial.

Exploração na Foz da Margem Equatorial

Segundo a Petrobrás, o ponto de perfuração está localizado em águas profundas do Amapá, a 500 km da foz do rio Amazonas e a 175 km da costa.

A sonda se encontra na locação do poço e a perfuração está prevista para ser iniciada imediatamente, com a duração estimada de cinco meses, informou a estatal.

A exploração foca em buscar informações geológicas e avaliar se há petróleo e gás na área em escala econômica, a estatal informou, ainda, que não deve haver extração de petróleo nessa primeira fase.