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    Ministra Cármen Lúcia se declara suspeita para julgar pedido de Roberto Jefferson

    Defesa pede revogação da prisão preventiva do ex-parlamentar; magistrada foi alvo de ataques misóginos por parte de Jefferson no ano passado

    Ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF)
    Ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF) Nelson Jr./SCO/STF

    Samantha Kleinda CNN

    em Brasília

    A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia se declarou suspeita para julgar um agravo regimental da defesa do ex-deputado federal Roberto Jefferson. O pedido é pela revogação da prisão preventiva do ex-parlamentar.

    Cármen Lúcia foi alvo de ataques misóginos por parte de Jefferson, que a chamou de prostituta em vídeos nas redes sociais em outubro de 2022.

    À época, o ex-presidente do PTB estava em prisão domiciliar e proferiu xingamentos contra o voto da ministra no caso da suposta “censura prévia” à Jovem Pan. A prisão dele se deu pela investigação do inquérito das milícias digitais.

    Após esse episódio e recorrentes descumprimentos da decisão judicial impedindo as manifestações de Roberto Jefferson nas redes sociais, o ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão preventiva.

    A uma semana do segundo turno das eleições, o aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reagiu com tiros de fuzil e granadas à ordem do STF.

    Em julgamento virtual, que começou em 21 de abril, o Supremo está julgando a decisão de Moraes, que negou a revogação da preventiva. A Corte já formou maioria pela manutenção da prisão.

    O relator, ministro Alexandre de Moraes, relatou em seu voto o “histórico de reiterado descumprimento das medidas cautelares e desrespeito ao Poder Judiciário e à força das decisões da Suprema Corte, a extrema violência de sua reação diante da presença dos agentes públicos e o altíssimo poder de destruição das armas de fogo e munições que foram apreendidas em seu poder, evidenciando a necessidade de manutenção da prisão preventiva para garantia da ordem pública”.

    Acompanharam o voto, os ministros Edson Fachin, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Rosa Weber.

    Com um ministro a menos na Corte e a declaração de suspeição de Cármen Lúcia, faltam somente os votos de André Mendonça, Kássio Nunes Marques e Luiz Fux.

    O julgamento termina na próxima terça-feira (2).