Ministro da Educação diz que vai ouvir universidades antes de revogar portaria

Após pressão do presidente pelo retorno das aulas presenciais, Milton Ribeiro decidiu ouvir representantes do ensino superior antes de revogar portaria

Basília Rodriguesda CNN

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No vai e vem de decisões, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, afirmou à CNN, nesta quinta-feira (3), que vai ouvir representantes do ensino superior antes de seguir com os planos de revogar a portaria em que determinou a volta às aulas nas universidades federais, a partir de 4 de janeiro.

De um lado, há pressão dos reitores, de outro, pressão do próprio governo, o que emana do Palácio do Planalto. Na quarta-feira (2), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que quer a volta das aulas presenciais em todos os níveis de Educação. Após essa declaração, técnicos da Educação levantaram como alternativa a possibilidade de fazer ajustes na portaria e não revogá-la. 

Um dos argumentos usados dentro do governo por quem não quer a revogação da portaria é dizer que haverá vacina em 2021. Se houver apenas um ajuste na portaria, seria possível mudar o mês ou atrelar ao início da vacinação.

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O ministro da Educação, Milton Ribeiro, fala à CNN
O ministro da Educação, Milton Ribeiro
Foto: CNN (18.ago.2020)

Nesta quarta, Ribeiro afirmou à coluna que iria revogar a portaria e depois abrir consulta pública para, segundo ele, “ouvir o mundo acadêmico”. Hoje, o ministro inverteu a ordem, decidiu ouvir representantes do setor antes da revogação e não foi preciso sobre qual decisão pretende tomar.

Após manifestações contrárias de universidades, ainda na quarta-feira, o ministro reconheceu a falta de planejamento das entidades para o retorno das aulas e que seria “sensível ao sentimento da população”, diante da preocupação com o número de casos da doença.

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