Ministro diz que desconhecia envolvimento de número 2 em fraudes do INSS
Secretário executivo da Previdência do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Adroaldo Portal, foi preso nesta quinta-feira (18), alvo da nova fase da operação Sem Desconto
O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, disse nesta quinta-feira (18) que o governo não tinha conhecimento sobre o "real envolvimento" de Adroaldo Portal, ex-secretário-executivo da pasta, nas investigações da operação Sem Desconto, deflagrada pela PF (Polícia Federal), que apuram irregularidades no pagamento de descontos associativos a aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
“Não tínhamos nenhuma informação real do envolvimento de Adroaldo Portal com qualquer tipo de ato suspeito ou ilícito. Adroaldo chegou antes de mim aqui no ministério, cumpria as funções como técnico aplicado e competente às funções", disse.
E continuou: "Não tínhamos qualquer informação real. Nem nós, nem ninguém. Então, só a partir de hoje, quando as informações foram colocadas a público, é que nós tivemos a informação e, então, tomamos a iniciativa de exonerá-lo”.
Entenda o caso
O secretário executivo da Previdência do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Adroaldo Portal, foi preso nesta quinta-feira (18), alvo da nova fase da operação Sem Desconto. Ele teve decretada a prisão domiciliar.
Após a operação, o governo determinou que o secretário fosse exonerado do cargo.
A CNN Brasil tenta contato com a defesa de Portal. O espaço está aberto.
Ao todo, estão sendo cumpridos 52 mandados de busca e apreensão, 16 mandados de prisão preventiva e outras medidas cautelares, expedidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
As ações ocorrem nos estados de São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais e Maranhão, além do Distrito Federal.
A operação desta quinta tem como objetivo "esclarecer a prática dos crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial".
Relembre a operação Sem Desconto
A primeira fase da operação Sem Desconto foi deflagrada pela PF e pela CGU (Controladoria-Geral da União) em 23 de abril deste ano. A ação revelou um esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.
Na época, os investigadores estimavam que as fraudes podiam chegar a cerca de R$ 6 bilhões. De lá para cá, ao menos 18 pessoas foram presas, entre políticos e empresários.
Com a ação de hoje, já são nove fases da operação realizadas pela Polícia Federal.
*Com informações de Elijonas Maia, da CNN Brasil


