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    Ministro interino da Educação terá de se explicar ao Senado

    Comissão aprovou convocação de Victor Godoy para esclarecer suposto esquema de favorecimento na distribuição de verbas do MEC

    Victor Godoy assumiu interinamente o Ministério da Educação após a saída de Milton Ribeiro
    Victor Godoy assumiu interinamente o Ministério da Educação após a saída de Milton Ribeiro Fátima Meira/Futura Press/Estadão Conteúdo

    Nohlan Hubertusda CNN

    Em Brasília

    A Comissão de Educação do Senado aprovou nesta quinta-feira (31) uma convocação para que o ministro interino da Educação, Victor Godoy, vá ao colegiado para explicar sobre supostas irregularidades na distribuição de verbas da pasta.

    Com a aprovação, Godoy fica obrigado a comparecer ao depoimento na comissão. Caso ele não vá, poderá ser acusado de crime de responsabilidade.

    Os senadores decidiram aprovar o requerimento de convocação para evitar que Godoy falte ao depoimento, assim como fez o ex-ministro Milton Ribeiro, que na semana passada recebeu um convite –e não uma convocação– e não foi. Para quem recebe o convite, o comparecimento não é obrigatório.

    Na ocasião, foi discutido se os parlamentares iriam convidar ou convocar Ribeiro.  A pedido do ex-ministro, que havia se comprometido em ir à comissão, foi aprovado o convite. O depoimento estava previsto para esta quinta, mas Ribeiro não foi.

    O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) visa aprovar um requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar esse assunto. Porém, ele ainda não conseguiu as 27 assinaturas necessárias para a instauração.

    A crise no Ministério da Educação teve início na semana passada, quando o jornal “Folha de S.Paulo” divulgou áudios revelando um suposto esquema de favorecimento na distribuição de verbas do MEC para pastores evangélicos. Milton Ribeiro deixou o cargo na última segunda-feira (28) e, desde então, Godoy responde interinamente pela pasta. Ribeiro nega a existência de quaisquer irregularidades e afirma que a distribuição de recursos da pasta sempre seguiu “critérios técnicos”

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