Ministros defendem que Bolsonaro intensifique aparições com Michelle

Para auxiliares do governo, a maior participação do presidente em eventos com a presença da primeira-dama ajudaria a suavizar sua imagem

O presidente Jair Bolsonaro e a primeira-dama Michelle Bolsonaro durante solenidade de Ação de Graças, no Palácio do Planalto.
O presidente Jair Bolsonaro e a primeira-dama Michelle Bolsonaro durante solenidade de Ação de Graças, no Palácio do Planalto. Marcelo Camargo/Agência Brasil

Gustavo Uribeda CNN

Brasília

Ouvir notícia

Na tentativa de reduzir a rejeição do presidente sobre o eleitorado feminino, um grupo de ministros defende que Jair Bolsonaro intensifique aparições públicas ao lado da primeira-dama Michelle Bolsonaro. Para auxiliares do governo, a maior participação do presidente em eventos com a presença da primeira-dama ajudaria a suavizar a imagem do mandatário, que tem apresentado dificuldade em reduzir sua rejeição.

A resistência junto ao eleitorado feminino tem sido apontada por recentes pesquisas eleitorais e, segundo dirigentes nacionais do PL, também foi constatada em uma série de levantamentos promovidos pelo partido.

A avaliação de ministros do segmento político é de que a primeira-dama é a melhor ponte que o presidente pode adotar sobretudo por sua atuação social. Um auxiliar do governo defende, inclusive, que o presidente faça mais viagens ao lado da primeira-dama, principalmente, para a Região Nordeste, onde ele apresenta o seu menor percentual de intenção de voto.

A última edição da pesquisa Genial/Quaest, divulgada no início deste mês, mostrou que a avaliação negativa do eleitorado feminino à atual gestão é de 54%, enquanto entre os homens é de 48%.Para que tenha chances de vencer em uma disputa de segundo turno, a meta estabelecida por dirigentes do PL e do PP é de que o presidente precisa até abril reduzir para 50% a rejeição geral ao seu nome.

A última pesquisa Ipespe, promovida na primeira quinzena deste mês, apontou que o percentual de eleitores que dizem não votar de jeito nenhum no presidente é de 62%.O presidente também foi aconselhado recentemente a fazer um convite pessoalmente à ministra da Agricultura, Tereza Cristina, para que ela seja a sua candidata a vice-presidente.A ministra, que deve se filiar ao PP, já foi sondada para o posto, mas ela ofereceu resistência e sinalizou que prefere sair candidata ao Senado Federal no Mato Grosso do Sul.

Debate

A CNN realizará o primeiro debate presidencial de 2022. O confronto entre os candidatos será transmitido ao vivo em 6 de agosto, pela TV e por nossas plataformas digitais.

Mais Recentes da CNN