Molica: Augusto Aras deve ser reconduzido porque não incomodou universo político

No quadro Liberdade de Opinião, jornalista Fernando Molica analisou como será a sabatina no Senado para a recondução de Aras à Procuradoria-Geral da República (PGR)

Da CNN

São Paulo

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No quadro Liberdade de Opinião desta terça-feira (24), o jornalista Fernando Molica falou sobre a sabatina do Procurador-Geral da República, Augusto Aras, por senadores na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Estima-se que a recondução dele ao cargo ocorra de maneira confortável no Senado.

“Tudo indica que os senadores vão aprovar essa recondução por motivo muito simples: o Aras não incomodou muito o universo político”, disse Molica. “Da mesma forma que não tem incomodado o presidente Jair Bolsonaro, ele também não incomodou muito os senadores, que são responsáveis pela aprovação do nome dele para a recondução.”

“Ele teve embate forte com a turma da Lava Jato, fez muitas críticas, acabou dissolvendo as forças-tarefas da Lava Jato, que era uma operação que pegou no calcanhar de políticos de praticamente todos os partidos”, lembrou o jornalista.

“O PGR atuou muito contra a atuação dos exageros de procuradores, foi uma relação muito tensa, e isso acabou favorecendo os senadores. Na prática, os senadores devem reconhecer que a vida deles melhorou com o trabalho do Augusto Aras.”

Para Molica, outro fator favorável a recondução de Aras são os atritos do Supremo Tribunal Federal (STF) com o governo federal. “É natural que, nesse momento em que uma instituição como o STF é questionada, o próprio STF trate de resguardar a independência de outra instituição, no caso a Procuradoria-Geral da República.”

“Tudo indica que o Supremo joga de forma política e quer tratar de preservar as instituições. Na lógica do Supremo, preservar a independência da PGR seria também forma de preservar a independência do Supremo Tribunal Federal”, concluiu.

O Liberdade de Opinião tem a participação de Fernando Molica e Alexandre Garcia. O quadro vai ao ar diariamente na CNN.

Fernando Molica no quadro Liberdade de Opinião / CNN Brasil (24.ago.2021)

As opiniões expressas nesta publicação não refletem, necessariamente, o posicionamento da CNN ou seus funcionários.

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