Molica: Jogar fora das quatro linhas da Constituição é risco de cartão vermelho

No quadro Liberdade de Opinião, jornalista Fernando Molica avaliou reação do presidente Jair Bolsonaro ao virar investigado no inquérito das fake news

Da CNN, em São Paulo

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No quadro Liberdade de Opinião desta quinta-feira (5), Fernando Molica falou sobre a inclusão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no inquérito das fake news pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Bolsonaro agora é investigado no esquema de informações falsas disparadas na campanha eleitoral de 2018 após as recentes declarações contra o sistema das urnas eletrônicas. Em entrevista à rádio Jovem Pan, o presidente afirmou: “[O inquérito] está dentro das quatro linhas da Constituição? Não está, então, o antídoto para isso também não é dentro das quatro linhas da Constituição.”

“Como na prova de atletismo, o presidente continua aumentando o sarrafo. Vai aumentando o teor da ameaça, pois, mais uma vez, é uma ameaça o que ele fez. Quando ele fala em jogar fora das quatro linhas, isso é uma ameaça. O que ele está prevendo, um golpe?”, questionou Molica.

“Ele pode discordar da maneira como esse inquérito foi aberto lá atrás, mas isso foi aberto pelo Supremo e depois validado no plenário do STF. Isso é jogar dentro das quatro linhas. Quem ameaça jogar fora das quatro linhas, corre o risco de receber cartão vermelho”, afirmou o jornalista.

“Agora é importante frisar como a omissão da Procuradoria-Geral da República e do procurador-geral, Augusto Aras, colaborou em muito para esse processo”, avaliou Molica. “Ele talvez seja o grande responsável por essa crise institucional, pois está muito interessado em ser reconduzido ao cargo de PGR. Teria que ter partido dele a decisão de investigar o presidente da República.”

O Liberdade de Opinião tem a participação de Fernando Molica e Alexandre Garcia. O quadro vai ao ar diariamente na CNN.

Fernando Molica no quadro Liberdade de Opinião
Fernando Molica no quadro Liberdade de Opinião
Foto: CNN Brasil (5.ago.2021)

As opiniões expressas nesta publicação não refletem, necessariamente, o posicionamento da CNN ou seus funcionários.

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