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    Moraes autoriza compartilhamento de dados do inquérito que apura ataques do PCO à Corte

    Informações, que integram as investigações sobre a propagação de fake news, serão enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

    Ministro Alexandre de Moraes durante sessão do Supremo Tribunal Federal (STF)
    Ministro Alexandre de Moraes durante sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) André Dusek/Estadão Conteúdo - 23.mar.2017

    Gabriela Coelhoda CNN

    Em Brasília

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    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o compartilhamento com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de dados da investigação contra Partido da Causa Operária (PCO) aberta por ordem do próprio Moraes em razão de ataques ao Supremo e a ministros da Corte. Essa investigação tramita no chamado inquérito das fake news.

    “Não há dúvida de que o compartilhamento de elementos informativos colhidos pode e deve ocorrer na presente hipótese, eis que largamente demonstrada a relação entre os fatos investigados, a revelar a adequação da medida. Diante do exposto, determino o compartilhamento e envio de cópia destes autos ao Tribunal Superior Eleitoral para fins de instrução do inquérito administrativo”, disse Moraes.

    Moraes acatou pedido feito na última sexta-feira (1º) pelo ministro Mauro Campbell, do TSE, que informou ao Supremo que determinou a abertura de inquérito administrativo para apurar supostos ataques do partido ao sistema eleitoral.

    Segundo Campbell, o Ministério Público Eleitoral afirmou haver postagens no perfil do partido, na rede social Twitter, que “imputam à Corte Eleitoral providências ordenadas a fraudar as próximas eleições”.

    Em 2 de junho, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a inclusão do partido no inquérito das fake news. Campbell, então, pediu que o Supremo compartilhasse dados da investigação.

    A movimentação ocorreu depois de o PCO ter feito uma série de ataques ao Supremo por meio de suas redes sociais. Nas publicações, o partido já defendeu, por exemplo, a dissolução do STF e chamou o ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news, de “skinhead de toga” e o acusou de “preparar um golpe” nas eleições.

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