Moraes exige que presídio informe possibilidade de exames em Roberto Jefferson

Médico que examinou o ex-deputado diz que “o paciente apresenta febre persistente e sintomas respiratórios" e solicita transferência para hospital

O ministro do STF Alexandre de Moraes (18.fev.2020)
O ministro do STF Alexandre de Moraes (18.fev.2020) Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

Gabriel Hirabahasida CNN

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta terça-feira (11), que o diretor da unidade prisional onde se encontra o ex-deputado federal Roberto Jefferson informe em até 24 horas a possibilidade de realização de exames de saúde.

“Oficie-se ao Diretor da unidade prisional onde se encontra custodiado o requerente para que informe, no prazo máximo de 24 (vinte e quatro) horas, acerca da possibilidade de realização, no hospital penitenciário, dos exames indicados como necessários pelos médicos do preso”, determinou.

A defesa de Jefferson pediu que ele seja transferido do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, onde ele está preso, para o Hospital Samaritano Barra.

Roberto Jefferson está detido desde o mês de agosto de 2021, após determinação de Moraes. Ele é acusado de participar de uma suposta milícia digital que realizou ataques às instituições democráticas. A organização criminosa teria sido montada, principalmente, para as eleições de 2022.

Essa não é a primeira vez que o ex-deputado necessita de atendimento médico. Em 30 de agosto de 2021 ele passou mal e foi internado em uma UPA do complexo de Bangu, sendo transferido, em setembro, para o Hospital Samaritano.

Mais tarde no mesmo mesmo mês, a defesa solicitou novamente transferência para um hospital particular para tratamento médico, o que foi negado por Moraes.

Em um laudo anexado ao processo de Jefferson, um médico que o atendeu nesta semana afirma que “o paciente apresenta, desde o dia 7 de janeiro, febre persistente e sintomas respiratórios, ainda sem diagnóstico etiológico”.

“Em virtude do momento epidemiológico atual, sugiro transferência do paciente para unidade hospitalar para prosseguir investigação diagnóstica e instituir tratamento oportuno”, conclui o médico Abdon Hissa, que assina o documento.

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