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    Eleições 2022

    Moraes faz gesto associado à degola em sessão que julgava lives de Bolsonaro no TSE

    Segundo fontes do TSE ouvidas pela CNN, gesto seria “uma brincadeira” com um assessor, que teria demorado a fornecer informação solicitada por Moraes

    O ministro Alexandre de Moraes, durante julgamento no TSE
    O ministro Alexandre de Moraes, durante julgamento no TSE Reprodução/TSE

    Gabriela Coelho São Paulo

    O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, fez um gesto com a mão no pescoço — popularmente associado ao ato de degola —, durante uma sessão na terça-feira (27) que julgava se o presidente Jair Bolsonaro (PL) poderia fazer lives do Palácio do Planalto durante a campanha.

    A sessão foi transmitida pela Justiça Eleitoral e gerou críticas por parte de apoiadores de Bolsonaro.

    No Twitter, o filho do presidente Carlos Bolsonaro (Republicanos), vereador pelo Rio de Janeiro, questionou o gesto de Moraes. “O que será que o ministro Alexandre de Moraes quis dizer com esse gesto?”, escreveu.

    A CNN apurou junto a fontes do TSE que o gesto não teria ligação com o julgamento, mas seria “uma brincadeira” com um assessor, sentado à frente de Moraes, que teria demorado a passar uma informação que o presidente do TSE havia solicitado.

    A CNN procurou as assessorias do presidente Bolsonaro e a campanha do presidente para comentar o episódio e aguarda uma resposta. Procurado, o TSE informou que não vai se manifestar sobre o gesto de Moraes.

    Bolsonaro e Moraes têm um histórico de atritos. Em agosto de 2021, Moraes determinou a inclusão do presidente como investigado no inquérito que apura a suposta divulgação de informações falsas. Naquele mesmo mês, Bolsonaro protocolou no Senado um pedido de impeachment contra Moraes, que acabou arquivado.

    Em 7 de Setembro daquele ano, o presidente disse durante um ato com apoiadores que poderia descumprir decisões judiciais do ministro.

    Os ânimos foram apaziguados por alguns momento, em um deles, após mediação do ex-presidente Michel Temer (MDB). Em outro aceno, Bolsonaro esteve na posse de Moraes na presidência do TSE, em agosto deste ano, mas os ataques públicos continuaram.