Moraes mantém julgamento de Eduardo Bolsonaro na Primeira Turma

Ministro negou pedido da defesa para adiar sessão que deliberará sobre acusação de coação no curso do processo

Gustavo Uribe, da CNN Brasil, Helena Prestes, da CNN Brasil*, Brasília
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O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou o pedido da defesa de Eduardo Bolsonaro (PL) para adiar o julgamento da ação penal na qual o ex-deputado é acusado de coação no curso do processo e decidiu por manter a análise do caso na Primeira Turma da Corte.

O julgamento do ex-parlamentar está marcado para a próxima terça-feira (16).

Na sexta-feira (12), a DPU (Defensoria Pública da União) pediu ao STF o adiamento da sessão e a convocação de um ministro de outra turma para completar o quórum da Primeira Turma. O órgão argumenta que a vaga aberta no colegiado desde a saída do ministro Luiz Fux prejudica o julgamento e avbre margem para um empate na votação.

Ao analisar o pedido, Moraes afimrou que a jurisprudência do STF é firme no sentido de que a ausência de um integrante da turma não impede o julgamento de ocorrer. O quórum mínimo, segundo o regimento, é de três ministros.

Moraes diz ainda que um integrante a menos na turma não oferece nenhum prejuízo à defesa, já que o empate em casos criminais faz prevalecer a decisão mais favorável ao réu.

"Não há, portanto, qualquer violação aos princípios do Juiz Natural e da colegialidade no julgamento da presente ação penal, em ampla observância aos princípios constitucionais, ao Regimento Interno deste Supremo Tribunal Federal e às normas processuais", afirmou Moraes.

Eduardo responde a uma ação penal por coação no curso do processo. De acordo com a denúncia apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República), o ex-deputado teria atuado, a partir dos Estados Unidos, para pressionar autoridades norte-americanas a adotarem sanções contra ministros do STF e medidas comerciais contra o Brasil.

Segundo a acusação, a conduta teria como objetivo interferir nas investigações relacionadas à tentativa de golpe de Estado, que levou à condenação de Jair Bolsonaro (PL).

*Sob supervisão de Renata Souza