Moraes proíbe Bolsonaro de receber visitas sem autorização do STF

Nova medida cautelar consta em decisão do ministro de prisão domiciliar emitida hoje pelo ministro

Maria Clara Matos, da CNN, São Paulo
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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes proibiu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de receber visitas sem autorização prévia da Corte. A informação consta na decisão de prisão domiciliar emitida por Moraes.

O documento inclui a "proibição de visitas, salvo de seus advogados e com procuração nos autos, além de outras pessoas previamente autorizadas por este Supremo Tribunal Federal", escreveu o magistrado.

"Os visitantes autorizados por esta Suprema Corte, nessa decisão ou a partir de requerimentos formulados nos autos, ficam expressamente proibidos de utilizar celulares, tirar fotos ou gravar imagens", acrescenta o documento.

Prisão domiciliar e apreensão de celular

Além disso, Bolsonaro teve seu celular apreendido pela PF (Polícia Federal) ainda nesta segunda-feira. A ação também consta como uma nova medida cautelar.

O ex-presidente já contava com outras duas, como proibição de utilizar redes sociais, diretamente ou indiretamente por meio de outras pessoas, e de manter contato com embaixadores ou quaisquer autoridades estrangeiras.

De acordo com o ministro, Bolsonaro produziu material para publicar nas redes sociais de seus três filhos e dos seus seguidores e apoiadores políticos.

O conteúdo, segundo ele, seria de "incentivo e instigação a ataques o Supremo Tribunal Federal" e "apoio ostensivo" à intervenção estrangeira no Poder Judiciário.

Moraes acrescenta que o descumprimento das regras ou das medidas cautelares pode resultar na decretação imediata da sua prisão preventiva.

O ministro do STF já havia imposto, desde 18 de julho, a utilização de tornozeleira eletrônica.

Na época, o político do PL foi alvo de uma operação da PF (Polícia Federal), autorizada pelo Supremo, que apura os crimes de coação no curso do processo, obstrução à Justiça e ataque à soberania nacional.