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    Moraes torna público relatório de análise do celular de Mauro Cid

    O ministro justifica a decisão "em face da divulgação parcial de vários trechos" do relatório pela imprensa nacional

    Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF)
    Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Moura/SCO/STF

    Daniela Limada CNN

    em São Paulo

    O ministro do Supremo Tribunal federal (STF) Alexandre de Moraes suspendeu o sigilo do relatório produzido pela Polícia Federal (PF) a partir da análise do telefone de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL).

    No documento, expedido nesta sexta-feira (16), Moraes justifica a decisão “em face da divulgação parcial de vários trechos” do relatório pela imprensa nacional.

    Os documentos tramitavam de forma sigilosa, o que fez com que Moraes também pedisse ao diretor-geral da PF para instaurar um procedimento de apuração sobre o vazamento desses documentos.

    Mensagens golpistas no celular de Cid

    No celular de Mauro Cid, teria sido encontrado um “roteiro de golpe”, que incluía o afastamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski e a nomeação de um interventor para restaurar a “ordem constitucional”. As informações foram divulgadas primeiro pela revista Veja.

    Além disso, foram identificadas mensagens do coronel Jean Lawand, sugerindo o golpe. O conteúdo trazia pedidos de Lawand para que Cid convencesse Bolsonaro a ordenar uma intervenção militar no país, após a derrota nas eleições para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Na quarta-feira (7), também foi divulgada a informação de que uma suposta minuta de um decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e textos que seriam destinados a dar suporte ao governo em um eventual golpe de Estado foram encontrados pela PF no celular de Cid.

    A GLO é uma operação militar que permite exclusivamente ao presidente da República convocar as Forças Armadas nos casos em que há o esgotamento das forças tradicionais de segurança pública em graves situações de perturbação da ordem.