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    Moro deve avaliar saída se perder autonomia, diz presidente da ADPF

    Moro pode pedir demissão se diretor-geral da Polícia Federal deixar o cargo

    Da CNN, em São Paulo

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    Em entrevista para a CNN na noite desta quinta-feira (23), o presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), Edvandir Paiva, disse que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, deve avaliar se é o caso de pedir demissão caso tenha sido “desautorizado pelo governo e se a autonomia que foi permitida a ele não estiver sendo seguida”.

    Para ele, a partir do momento em que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não quer que o atual diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Leite Valeixo, fique no cargo, significa que Moro não está alinhado com o presidente.

    Segundo Paiva, talvez a “autonomia que foi prometida a ele [Moro] não está sendo seguida. Ao não ser seguida, indica um desalinhamento do presidente com o ministro. E todo ministro que não estiver alinhado com o presidente, não faz sentido a continuidade. O presidencialismo é assim. É assim que tem que ser”, afirmou.

    No fim da noite, em nota conjunta, a ADPF e a Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (Fenadepol) soltaram nota afirmando que “tais especulações, infelizmente, prejudicam a estabilidade da Polícia Federal a sua governança e colocam em risco a própria credibilidade na lisura dos trabalhos da instituição”.
     
    “Nos últimos três anos, a Polícia Federal teve três Diretores Gerais diferentes. A cada troca ou menção à substituição, uma crise institucional se instala, com reflexos em toda a sociedade que confia e aprova o trabalho de combate ao crime organizado e à corrupção”, acrescentou a nota.
     
    “Mais do que a defesa ou repúdio de eventuais nomes, a ADPF e a Fenadepol esperam que os parlamentares e as autoridades responsáveis aprovem as propostas no Congresso Nacional que estabelecem mandato ao Diretor Geral da Polícia Federal e autonomia ao órgão. Somente tais medidas irão proteger a PF de turbulências e garantir a continuidade do trabalho de qualidade prestado ao Brasil”, finalizaram as entidades.

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