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    Mortes chegam a 37 após ciclone no RS, e governador diz à CNN que número deve aumentar

    Evento climático já é considerado "sem precedentes" para o estado, segundo Eduardo Leite

    Pedro Jordãoda CNN

    São Paulo

    O número de mortes no Rio Grande do Sul em função das fortes chuvas chegou a 37 e deve aumentar, disse o governador gaúcho, Eduardo Leite (PSDB), em entrevista à CNN na noite desta quarta-feira (6).

    “Quando tivemos o ciclone [extratropical] há dois meses, tivemos 16 mortes e, tinha sido o maior número de mortes em evento climático no estado. [Agora] a gente já tem, até aqui, 37 mortes”, disse.

    Ele explicou que a previsão pelo crescimento do número ocorre porque, a partir deste momento, as equipes de socorro começam a conseguir acessar áreas que, até então, estavam isoladas.

    Além disso, 2.700 resgates foram realizados pelas autoridades até o momento, informou Leite. “É uma tragédia sem precedentes para o estado em termos de evento climático”.

    Segundo o governador, a região mais afetada do estado é o chamado Vale de Taquari, que além de receber muita chuva nos últimos dias, também recebe a elevação das bacias hidrográficas da localidade.

    O Vale de Taquari está localizado a cerca de duas horas da capital Porto Alegre.

    Por isso, há uma atenção especial do governo para as chuvas dos próximos dias na capital. “A água continua descendo, e a gente prevê ainda efeitos na região metropolitana [de Porto Alegre], na bacia do rio Gravataí. Estamos especialmente atentos porque deve vir mais chuva a partir de amanhã”, disse.

    O governador disse ainda que o governo está levantando a quantidade de estruturas prejudicadas, mas que acredita que mais de dez pontes devem ter sido afetadas, dificultando o resgate e o acesso a recursos pela população.

    Setenta e nove municípios ficarão sob decreto de calamidade estadual que Leite vai assinar, a maioria deles no Vale de Taquari. A medida prevê mais agilidade nas ações e ajuda do governo federal.

    Leite também anunciou o cancelamento dos desfiles militares do 7 de Setembro “não só porque não é hora, mas também porque a gente precisa dos militares atendendo a essa situação”.

    VÍDEO – Ciclone extratropical chega à região Sudeste