Mourão elogia ministro e comandantes demitidos e deseja sorte a sucessores

Para vice, ex-ministro e ex-comandantes foram exemplares em suas condutas

O vice-presidente Hamilton Mourão
O vice-presidente Hamilton Mourão Foto: Ueslei Marcelino - 17.abr.2020/Reuters

Gregory Prudenciano, da CNN, em São Paulo

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 O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, publicou em sua conta no Twitter elogios ao ex-ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, e aos ex-comandantes das Forças Armadas (general Edson Leal Pujol, do Exército, almirante Ilques Barbosa Junior, da Marinha, e tenente-brigadeiro Antonio Carlos Moretti Bermudez, da Aeronáutica). 

“Meu respeito e admiração do Gen Fernando, Alm Ilques, Gen Leal Pujol e Brig Bermudez. A condução dos assuntos de defesa e das FA foi exemplar, aliando lealdade ao Brasil e rapidez nos chamados da população. Desejo sucesso ao novo ministro da Defesa e aos novos Comandantes”, escreveu Mourão. 

O tuíte do vice-presidente foi publicado minutos depois de o presidente Jair Bolsonaro  publicar em suas redes sociais os novos líderes das Forças Armadas. O novo comandante do Exército é o general Paulo Sergio Nogueira. Na Marinha, assume o almirante de Esquadra Almir Garnier Santos. Já a Aeronáutica será chefiada pelo tenente-brigadeiro Baptista Júnior. 

Na tarde de terça-feira (30), Mourão disse à CNN esperar a manutenção da “legalidade, legitimidade e estabilidade” após as mudanças nas Forças Armadas e afirmou que não participou do processo de substituição dos comandantes. 

Os novos comandantes foram confirmados um dia depois dos três anteriores anunciarem conjuntamente suas saídas, antecedidas por mudanças no ministeriado de Bolsonaro. As alterações aconteceram ao longo da segunda-feira (29) e incluíram a demissão de Fernando Azevedo e Silva da Defesa, substituído pelo general Walter Braga Netto, que até então chefiava a Casa Civil do governo. 

De acordo com o colunista da CNN Caio Junqueira, o presidente da República demitiu Azevedo por considerar que as Forças Armadas estavam “distantes” do governo. Na nota em que anunciou sua demissão, Azevedo disse ter conduzido os militares brasileiros como “instituições de Estado”. 

Além das alterações na Defesa, Bolsonaro promoveu mudanças nas pastas da Justiça e Segurança Pública e nas Relações Exteriores, além da Advocacia-Geral da União e da Secretaria de Governo. 

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