MPF pede condenação de Weintraub por improbidade administrativa

Para a Procuradoria, o ex-ministro da Educação atenta contra os princípios da Administração Pública; o documento cita falas ofensivas contra universidades

Gabrielle Varela e Marília Ribeiro, da CNN, em Brasília

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O Ministério Público Federal (MPF) encaminhou à Justiça Federal do Distrito Federal pedido de condenação do ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, por improbidade administrativa. O ex-ministro é acusado de atentar contra princípios da Administração Pública como moralidade, honestidade e lealdade às instituições.

O documento, assinado pela procuradora Luciana Loureiro Oliveira, cita falas ofensivas contra universidades na época que Weintraub comandava o ministério. Dentre as declarações, está uma entrevista em que afirmou que algumas universidades possuíam plantações extensivas de maconha, fala repetida em audiência pública na Câmara dos Deputados.

Em manifestação durante as investigações, Abraham Weintraub apresentou cópias de reportagens que mostravam pés de maconha na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (dentro do quarto de um aluno) , na Unimontes e em área próxima à UnB.

“Vê-se, portanto, que a suposição genérica do ministro se deu a partir de casos simplórios, pontuais e isolados de consumo e tráfico de drogas em ambientes universitários. Em todos os casos, a polícia atuou dentro dos campi, ao contrário do que fez crer o requerido”, destacou o MPF no pedido.

O ex-ministro Abraham Weintraub
O ex-ministro Abraham Weintraub em entrevista coletiva em Brasília
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil (2.mai.2019)

 

Na ação, o MPF afirmou que quando um Ministro de Estado, que representa as universidades em busca de recursos, investimentos e bolsas por organismos internacionais e instituições estrangeiras, age desta forma “apresenta claro dano à imagem e à dignidade das comunidades que as compõem e, portanto, nítida violação dos princípios da moralidade e da lealdade às instituições, aos quais se sujeita o agente público”, escreveu a procuradoria.

Agora, cabe à Justiça Federal aceitar ou não o pedido do MPF A defesa do ex-ministro da Educação informou à CNN que não foi notificada oficialmente e só vai se manifestar quando isso ocorrer.

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