“Muito difícil ver mudança de votos agora”, diz cientista político
Em entrevista à CNN, Renato Dolci disse que campanhas de Lula e Bolsonaro se empenharam mais em manter votos que já tinha do que falar aos indecisos
Apesar das agendas movimentadas de Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro neste sábado (29), véspera do segundo turno das eleições presidenciais, é muito difícil que haja uma mudança significativa nas preferências de votos medidas até aqui. É o que defendeu o cientista político Renato Dolci em entrevista à CNN na tarde deste sábado.
Ele destacou que as campanhas dos dois candidatos acabaram mais focadas em manter os votos que já tinham e caminharam muito pouco no sentido de angariar os eleitores indecisos.
"A gente viu muito pouca variação nas pesquisas nesse mês, de um ponto para cima ou para baixo. Os candidatos ficaram muito dentro da margem de erro e as campanhas foram mais eficientes em segurar os votos que já tinham do que construir novas pontes", acrescentou.
Neste sábado, último dia de comício permitido aos candidatos, Lula fez uma caminhada junto a aliados em São Paulo e Bolsonaro esteve em Belo Horizonte ao lado do governador reeleito Romeu Zema.
Para Dolci, a campanha de ambos falhou em discutir propostas concretas de governo, o que deixou pouca substância aos eleitores indecisos para fazer uma nova opção.
"As pesquisas mostram que 92% dos eleitores já definiram seu voto de fato, mas tem os indecisos, que querem propostas, um debate mais eleitoral e menos moral, e isso não aconteceu."
Veja a entrevista completa no vídeo acima.

