Flávio nega querer interferência nas eleições, mas pede pressão diplomática

Senador e pré-candidato ao Planalto participou da Conservative Political Action Conference, um dos principais fóruns do movimento conservador dos Estados Unidos

Mateus Salomão, da CNN Brasil, Brasília
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O pré-candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ), negou neste sábado (28) que queira algum tipo de "interferência" nas eleições do Brasil neste ano. Ele, porém, pediu "pressão diplomática" para que o pleito tenha "valores de origem americana". O político participou da CPAC (Conservative Political Action Conference), um dos principais fóruns do movimento conservador dos Estados Unidos.

"Não queremos interferência nas eleições brasileiras como a administração Biden fez para trazer Lula ao poder. Como eu disse: vou vencer porque é a vontade do meu povo", disse inicialmente.

Em outro momento, Flávio afirmou: "Apliquem pressão diplomática para que nossas instituições funcionem adequadamente. Em vez da administração Biden interferir em nossas eleições para instalar um socialista que odeia a América, aplicar pressão diplomática por eleições livres e justas baseadas em valores de origem americana —essa é uma boa mudança de política externa para a região, não é?".

O pré-candidado ainda pediu que os Estados Unidos e "o mundo livre" observem as eleições do Brasil com enorme atenção. "Aprendam e entendam nosso processo. Monitorem a liberdade de expressão do nosso povo", afirmou.

No evento, Flávio aindaafirmou que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) agiu para evitar que “dois dos maiores cartéis de drogas do Brasil fossem classificados como organizações terroristas”. A menção faz referência ao PCC (Primeiro Comando da Capital) e ao CV (Comando Vermelho).

Segundo o jornal The New York Times, o governo dos Estados Unidos avalia classificar o PCC e o CV, as duas maiores facções criminosas do Brasil, como organizações terroristas.