Na reta final, Doria se dedica a discurso, e Leite adota cautela
Governadores de São Paulo e do Rio Grande do Sul adotaram tons distintos
Os governadores de São Paulo, João Doria, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, adotaram tons distintos na reta final das prévias do PSDB.
Enquanto o paulista já tem em mãos os principais pontos do discurso que pretende fazer no domingo, o gaúcho adotou a cautela como linha.
Doria tem um rol de assuntos que pretende abordar em sua fala após a conclusão das prévias. Com a ajuda de alguns consultores, como o jornalista Luciano Suassuna, ex-secretário de imprensa de Michel temer, e Daniel Braga, seu consultor em marketing digital, o governador paulista pretende fazer acenos à pacificação interna inclusive com acenos às origens do PSDB.
Trata-se de uma forma de apontar que pretende ter Eduardo Leite ao seu lado se vencer, mas também figuras históricas do partido que têm resistências ao seu nome desde que ele se filiou e venceu as eleições para a prefeitura de São Paulo em 2016 e para o governo paulista em 2018, desbancando internamente a velha guarda da legenda.
Nesse sentido, ele tem sido aconselhado a dizer que a pandemia lhe mostrou que defende sim, o liberalismo, mas também mostrou que a presença do estado se faz necessário em determinados momentos de crise.
Doria também pretende enaltecer a ciência e se mostrar como um político nacional, mencionando a origem do seu pai, baiano, de sua equipe, que tem pessoas de todo o país, e as características nacionais da população do estado de São Paulo.
O discurso deverá ser finalizado na noite desta sexta-feira. Neste sábado, ele fará um jantar em Brasília com prefeitos e vice-prefeitos que irão votar de forma presencial nas prévias.
Na campanha de Eduardo Leite, o tom é de cautela. O governador não tem ainda um rascunho do discurso. Seus assessores dizem que ele costuma falar no improviso, mas que não deverá fugir de dois eixos centrais: a pacificação do partido e também do campo político da terceira via para fazer o confronto contra o ex-presidente Lula e o presidente Jair Bolsonaro, que lideram as pesquisas. Seus assessores dizem que ele costuma improvisar.
Na noite de sábado, Leite e Doria deverão fazer uma recepção para seus apoiadores em Brasília.


