‘Não era o que queríamos’, diz embaixada da China sobre Ernesto Araújo

Para ele, toda a China, inclusive o presidente Xi Jinping, já acompanha o imbróglio

Eduardo Bolsonaro disse que a prerrogativa da imunidade parlamentar lhe permite criticar a atuação da China diante da pandemia de coronavírus
Eduardo Bolsonaro disse que a prerrogativa da imunidade parlamentar lhe permite criticar a atuação da China diante da pandemia de coronavírus Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Caio Junqueirada CNN

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A coluna conversou na tarde desta quinta-feira com Qu Yuhui, ministro-conselheiro da Embaixada da China no Brasil. Ele disse considerar insatisfatória a manifestação do ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, ao entrevero iniciado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro com a China.

“Não era o que queríamos. O Ministério das Relações Exteriores tem que saber de quem partiu a provocação. Essa é a premissa. O que pedimos é um pedido de desculpa do deputado Eduardo Bolsonaro mas não há sinal de que isso será feito”, afirmou.

Para ele, toda a China, inclusive o presidente Xi Jinping, já acompanha o imbróglio. “Quando Eduardo lançou o tuíte logo já foi publicado na imprensa do nosso país. Toda a China já sabe e a reação é de indignação, de raiva e que foi uma irresponsabilidade. Ele está apenas replicando o que ouve falar de Washignton.” 

Ele disse que a ofensa do filho do presidente é “descabida e desnecessária e atinge não só o governo, mas todo o povo chinês”.

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