Não há tempo para implementar voto impresso em 2022, diz deputado

PEC (Proposta de Emenda Constitucional) do voto impresso, de autoria da deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), pode ser barrada hoje em Brasília

Produzido por Juliana Alves, da CNN, em São Paulo

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O deputado federal Hildo Rocha (MDB-MA) afirmou, em entrevista à CNN nesta sexta-feira (16), que não há mais tempo para implementar o voto impresso para as eleições de 2022

A PEC (Proposta de Emenda Constitucional) do voto impresso, de autoria da deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), pode ser barrada ainda hoje (16) em Brasília. Uma reunião extraordinária foi convocada por deputados contrários à medida. O deputado Hildo é o autor do requerimento que permitiu esse encontro.

Questionado sobre o motivo da convocação na véspera do recesso parlamentar, Hildo disse que o assunto deve ser resolvido o mais rápido possível.

“O voto impresso significa aquisição de novos equipamentos, alterar o orçamento vigente, gastar mais de R$ 2 bilhões. Mas para isso é necessária muita mudança. Não adianta só votar na mudança, alterar a Constituição Federal e colocar uma regra que não será cumprida. Então, tem que ter tempo suficiente, que eu vejo que não há, para adquirir parte das urnas que não podem receber acoplamento, assim como também não tem como comprar mais de 500 mil impressores que estejam com tudo aquilo que é necessário para guardar sigilo do voto”, esclareceu o deputado.

Segundo o deputado, não há como mudar a ideia: “Não tem tempo para implementar. Não tem quem me diga o contrário, porque de fato o tempo já é exíguo.”

Hildo disse ainda que há pelo menos 34 deputados e deputadas que entendem que não tem mais tempo para implantar voto impresso para o próximo ano. “Podemos até trabalhar para que esse voto impresso venha nas eleições municipais de 2024.”

 

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