Deputado diz desconhecer financiamento de atos contra Congresso e STF

Daniel Silveira (PSL-RJ) foi um dos alvos de operação ligada ao inquérito que apura o financiamento dos grupos que defendem fechamento de instituições

Da CNN, em São Paulo

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O deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) disse à CNN nesta terça-feira (16) desconhecer a existência de uma organização que promova atos que pedem o fechamento do Congresso Nacional e do STF (Supremo Tribunal Federal), além de intervenção militar. Silveira foi um dos alvos de operação policial realizada mais cedo hoje ligada ao inquérito que apura o financiamento dos grupos que defendem tais pautas.

“Desconheço atos de empresários ou núcleos que financiam as manifestações, mas sei de histórias de doações para ajudar nas manifestações. Sobre os empresários investigados, conheço alguns, mas não estamos ligados e não patrocinamos os atos”, afirmou.

Silveira disse nunca ter participado da organização destas manifestações, mas afirmou que pode “garantir que não há financiamento nestas manifestações.”

O deputado ainda foi questionado sobre suas falas em redes sociais que podem ser entendidas como uma defesa da quebra da ordem institucional. O parlamentar disse que, em momentos mais acalorados, diz “coisas que não representam” o que ele é.

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Fogos no STF

Silveira também falou sobre os manifestantes que dispararam fogos de artifício contra o prédio do STF no sábado (13). Segundo o deputado, o evento se tratava de “um culto”, e o vídeo que circulou pela internet, publicado pelo manifestante Renan da Silva Sena, foi apenas um ato isolado. Identificado como autor do lançamento de artefatos explosivos contra o prédio do STF e por xingamentos a autoridades, Sena foi preso neste domingo (14) pela Polícia Civil do Distrito Federal.

“Pegaram o vídeo de um rapaz e colocaram ele como organizador do ato,” disse Silveira.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, acionou órgãos de investigação para responsabilizar participantes do ataque ao prédio do STF.

Em nota, o presidente do Supremo afirmou que o Supremo “jamais se sujeitará, como não se sujeitou em toda a sua história, a nenhum tipo de ameaça, seja velada, indireta ou direta e continuará cumprindo a sua missão.”

(Edição: Bernardo Barbosa)

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