“Não queremos brigas, queremos diálogo”, diz governador do Piauí sobre ICMS

À CNN, Wellington Dias (PT-PI) falou sobre o posicionamento de governadores sobre a possibilidade de o governo incluir o ICMS na PEC dos Combustíveis

Anna Gabriela CostaElis Francoda CNN

em São Paulo

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Em entrevista à CNN nesta segunda-feira (24), o governador do Piauí e coordenador do Fórum dos Governadores do Brasil, Wellington Dias (PT-PI), falou sobre o posicionamento de governadores em relação à possibilidade de o governo federal incluir o ICMS, um tributo estadual, na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para reduzir o preço dos combustíveis, do gás de cozinha e da energia elétrica.

A medida, segundo Dias, deve envolver diálogo entre estados e governo federal, de forma a encontrar uma solução que não cause desequilíbrio.

“Temos boa vontade por parte dos estados e municípios para encontrar uma solução para a redução dos preços dos combustíveis. É preciso ter diálogo e é preciso uma proposta que não cause desequilíbrio para estados e municípios”, afirmou o governador.

Segundo Dias, os governadores apresentaram sugestões à proposta que já tramita no Congresso e está sob a relatoria do senador Jean Paul Prates (PT-RN).

“Não queremos brigas, queremos diálogo e solução para a pauta da população. O preço da gasolina, do óleo diesel, do gás, tem uma importância vital para o social e econômico. A proposta que apresentamos coloca um resultado mais rápido e efetivo. Por exemplo, é possível a gasolina, que está num patamar de R$ 7,00 ir para um patamar de R$ 5,00; é possível ter uma redução de R$ 10,00 a R$ 14,00 No preço do gás, não é uma fantasia, é uma proposta real para o hoje e o amanhã”, afirmou Dias.

À CNN, Wellington Dias disse que a proposta anunciada pelo governo pode criar conflito com desigualdade entre as regiões do país. O governador reiterou a importância do diálogo para tratar do tema. De acordo com ele, “a política de energia deve ser tratada com olhar especial por conta do impacto que tem na vida do povo e no impacto inflacionário”.

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