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    Novo governo testará segurança presidencial compartilhada entre PF e GSI, diz Dino à CNN

    Futuro ministro da Justiça, Flavio Dino, disse à CNN que a segurança será inicialmente de responsabilidade da PF, mas que incorporação ao GSI virá gradualmente

    Flávio Dino, novo ministro da Justiça
    Flávio Dino, novo ministro da Justiça Cadu Gomes/Secom

    Gustavo Uribe

    O futuro governo testará no primeiro semestre do ano que vem um esquema de segurança compartilhado do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com as participações da Polícia Federal e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

    Hoje, quem é responsável pela segurança do presidente da República é o GSI, que pode, eventualmente, solicitar amparo logístico da PF quando for necessário.

    A ideia do governo de transição é que, inicialmente, a PF assuma a função e que, gradualmente, ao longo do primeiro semestre do próximo ano, o GSI seja incorporado no esquema de segurança presidencial.

    Segundo o futuro ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, apenas no segundo semestre do próximo ano uma decisão será tomada sobre o formato da segurança pessoal do presidente eleito.

    “Neste primeiro momento, vamos manter o trabalho da Policia Federal. E, progressivamente, o GSI vai se integrando a esse trabalho já a partir da posse. E teremos um período de transição, que deve durar seis meses, para uma definição institucional”, disse Dino à CNN.

    Segundo integrantes do governo de transição, a tendência hoje é de que a função siga compartilhada nos próximos quatro anos. Isso porque a PF, que tem demais atribuições legais, não teria equipe suficiente atualmente para exercer a função.

    Além disso, o GSI conta com quadros militares à disposição do Palácio do Planalto, além de maior experiência tanto em atividade logística como em esquema de inteligência na segurança pessoal de chefes do Poder Executivo.

    A retirada inicial do GSI da atividade de segurança presidencial, de acordo com dirigentes petistas, seria uma medida de cautela diante da maior afinidade de Jair Bolsonaro com os integrantes das Forças Armadas.

    O novo governo, no entanto, já foi informado que retirar o GSI totalmente da atividade de segurança presidencial pode gerar um desgaste com os militares, que consideram a função um sinal de prestígio para a categoria.