Oposição na Câmara apresenta convite para PF explicar troca em caso do INSS

Pedido foi protocolado na Comissão de Segurança Pública da Casa e pede a presença do diretor-geral da corporação policial, Andrei Rodrigues

Gabbriela Veras, da CNN Brasil, Brasília
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O líder do PL (Partido Liberal), deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), apresentou nesta segunda-feira (18) um requerimento para convidar o diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, para prestar esclarecimentos sobre a substituição do delegado responsável pelo inquérito das fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

No documento, o deputado justifica que “a troca do delegado responsável pela condução do inquérito, em momento sensível das investigações, gerou legítimos questionamentos por parte da sociedade brasileira, especialmente quanto à continuidade das diligências, preservação das provas produzidas e autonomia das linhas investigativas em andamento”.

Para o líder, é imprescindível que a Polícia Federal apresente esclarecimentos oficiais ao Parlamento brasileiro, garantindo transparência institucional e segurança jurídica à população.

O pedido de convite foi protocolado na Comissão de Segurança Pública da Câmara. Ainda não há data para que a solicitação seja apreciada pelo colegiado.

Nas redes sociais, o deputado comparou o caso ao do ex-presidente Jair Bolsonaro, que recebeu críticas ao tentar trocar comandos da PF para beneficiar familiares em 2020.

“Quando Bolsonaro mexeu na PF, foi linchado pela imprensa, crucificado pelo PT e até o STF entrou em campo em nome da sagrada "autonomia da Polícia Federal". Agora? Silêncio sepulcral”, defendeu Sóstenes.

Mudanças na investigação

O setor da Polícia Federal que conduzia as investigações foi retirado da coordenação do caso. A área foi responsável, inclusive, pela quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A responsabilidade pelo caso agora é da Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores (Cinq). A

PF afirmou que a mudança “foi concebida para assegurar maior eficiência e continuidade às investigações, uma vez que a Cinq possui estrutura permanente voltada justamente à condução de operações sensíveis e complexas com tramitação perante o STF”.