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    Oposição quer discutir projeto sobre jogos de azar em comissões antes de votação em plenário do Senado

    PL foi aprovado na CCJ em votação apertada e pode ir direto ao plenário; bancada evangélica pediu a Pacheco que o tema seja aprofundado em mais colegiados

    Carol Rositoda CNN Brasília

    Senadores da bancada evangélica tentam travar o avanço do projeto de lei que trata da exploração de jogos e apostas no Brasil. Parlamentares apresentaram nesta quinta-feira (20) requerimentos ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), pedindo que o assunto seja discutido em mais comissões temáticas antes de ir para o plenário da Casa.

    Com placar apertado, 14 votos favoráveis e 12 votos contrários, o PL foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado nesta quarta-feira (19). Em tese, a matéria está pronta para ser apreciada pelos 81 senadores. Diante do impasse entre a base governista e a oposição, senadores defenderam que haja um debate mais amplo sobre a proposta que autoriza o funcionamento de cassinos e bingos, legaliza o jogo do bicho e permite apostas em corridas de cavalos. O senador Eduardo Girão (Novo-CE) solicitou que a matéria seja levada às Comissões de Assuntos Econômicos (CAE), Assuntos Sociais (CAS) e Segurança Pública (CSP). O presidente da bancada evangélica, senador Carlos Viana (Podemos-MG), também protocolou pedido para a realização de audiência pública no plenário da Casa. A ideia é ouvir especialistas, médicos, psiquiatras e empresários. O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), não defende a necessidade de o texto ter que passar por outros colegiados. Wagner, que se declarou pessoalmente favorável ao projeto, afirmou que o governo não firmou posição sobre a matéria. “É um assunto muito controverso, passou apertado na CCJ. Não sei como será no plenário”, disse Wagner. Os requerimentos ainda não foram analisados. No entanto, o assunto já foi discutido com Pacheco na reunião de líderes desta quinta-feira. O presidente do Senado está analisando os pedidos, segundo interlocutores.