Oposição questiona “timing” para minimizar saldo de reunião Lula-Trump
Parlamentares ouvidos pela CNN reconhecem – sob reserva – melhora na bilateral do Planalto com a Casa Branca, mas afirmam que Brasil poderia ter se antecipado

Enquanto bolsonaristas minimizam publicamente o resultado da reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, uma ala da oposição admite que o governo brasileiro conseguiu avanços.
O reconhecimento é compartilhado entre parlamentares, mas mantido sob reserva. Publicamente, a orientação é dizer que faltou “timing” e que isso acabou gerando impactos econômicos em todos os setores afetados pelo tarifaço imposto ao Brasil ainda no começo de agosto.
O argumento é de que o Brasil poderia ter acelerado o processo, a exemplo de outros países que se anteciparam para proteger suas cadeias produtivas.
A expectativa do empresariado, neste momento, é por uma nova reunião para discutir pontualmente o tarifaço. Segundo apurou a CNN, o Itamaraty tenta viabilizar avanços até a semana que vem.
Sob pressão
A percepção de fontes ouvidas pela CNN é de que a pressão interna sobre a economia norte-americana – especialmente sobre carne e café – também ajudou Trump a adotar uma postura mais flexível. O preço do café no varejo, por exemplo, chegou a subir quase 21% já no primeiro mês do tarifaço, na comparação com agosto do ano passado.


