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    Padilha condena danos do MST em áreas produtivas e nega impacto em articulação no Congresso

    Ministro disse que as invasões recentes não prejudicam a articulação política do governo para a aprovação de matérias como o arcabouço fiscal e a reforma tributária

    Ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha,
    Ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, Ton Molina/Fotoarena/Estadão Conteúdo

    Luciana Amaralda CNN

    em Brasília

    O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, responsável pela articulação política entre o governo e Congresso Nacional, condenou, nesta terça-feira (18), atos que danifiquem áreas produtivas, ao ser questionado sobre a invasão do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) a terreno da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Petrolina (PE).

    “Condeno veementemente qualquer ato que danifique processos produtivos e áreas produtivas. Não é a melhor forma de lutar por qualquer coisa. Temos outros instrumentos melhores e mais efetivos, inclusive para as bandeiras que possam ser levantadas para a conquista desses interesses”.

    No entanto, o ministro negou que as invasões recentes do MST impactem ou prejudiquem a articulação política do governo no Congresso para a aprovação de matérias de interesse da gestão petista, como o arcabouço fiscal e a reforma tributária.

    Parlamentares ligados ao setor agropecuário têm criticado a atuação e a invasão do MST a terras produtivas nos últimos meses.

    Representantes da Frente Parlamentar da Agropecuária, como seu presidente, deputado Pedro Lupion (PP-PR), avaliam que os atos do MST e falas recentes de João Pedro Stédile, líder do movimento, geram insegurança a produtores rurais.

    “Não sinto qualquer interferência disso ou qualquer outro movimento aqui no ambiente do Congresso Nacional. Inclusive, aquilo que é prioritário pro governo, que é a aprovação do marco fiscal, da reforma tributária e do conteúdo das 12 medidas provisórias, não vejo qualquer tipo de interferência. Inclusive tenho visto um ambiente muito positivo para que a gente possa garantir a aprovação até o final desse primeiro semestre”, declarou Padilha.

    O ministro afirmou que a agricultura familiar é “muito importante” e que o governo busca viabilizar economicamente os assentamentos rurais. “Porque boa produção da agricultura familiar significa comida saudável na mesa do nosso povo”.

    Em nota nesta segunda-feira (17), a Embrapa Semiárido, unidade que teve parte do terreno invadido pelo MST, disse que o ato “já está trazendo danos à condução de seus trabalhos e ao planejamento da execução de projetos e ações de pesquisa, que incluem parceiros com quem temos estabelecido avanços de cooperação que repercutirão em resultados de alto potencial de adoção junto aos produtores do Semiárido”.

    “Por fim, a invasão traz prejuízos consideráveis a produtores e agricultores familiares da área de abrangência da atuação da nossa instituição, bem como para toda a sociedade.”

    A Embrapa disse que a área invadida é usada para experimentos diversos e a multiplicação de material genético de mudas e sementes.

    “A invasão atingiu ainda áreas de preservação da Caatinga, comprometendo a vida de animais ameaçados de extinção, além de pesquisas para conservação ambiental e de uso sustentável do bioma”.

    “O posicionamento da Embrapa é que as terras são patrimônio do governo brasileiro, produtivas e destinadas ao uso exclusivo da Embrapa Semiárido para o desenvolvimento de pesquisas e geração de tecnologias voltadas à melhoria da qualidade de vida de populações rurais”.