Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Painel CNN: Deputados debatem se Lula acertou ao revogar decretos de Bolsonaro

    O novo presidente revogou medidas como facilitação à posse de armas e sigilo sobre documentos e informações da Administração Pública

    Isabela FilardiLudmila CandalVinícius Tadeuda CNN

    Em São Paulo

    Em painel realizado pela CNN Brasil nesta segunda-feira (2), os deputados federais Lincoln Portela (PL-MG), Capitão Alberto Neto (PL-AM) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS) analisaram os primeiros atos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como presidente da República.

    Lula revogou no domingo (1°), decretos que foram feitos durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), como a facilitação à posse de armas e sigilo sobre documentos e informações da Administração Pública. O ato era uma das promessas feitas por Lula durante a campanha eleitoral.

    Para o deputado federal Lincoln Portela (PL-MG), o decreto que facilita o acesso a armas não deveria ter sido revogado.

    “Claro que incomoda a questão da revogação dos CACs (categoria que inclui caçadores, atiradores e colecionadores). Isso é um problema seríssimo. Essa história de dizer que nós temos mortes violentas no Brasil por mortes de fogo, não é uma questão de armas de fogo por pessoas do bem”, disse o parlamentar.

    O deputado Capitão Carlos Alberto Neto (PL-AM) concorda com Portela ao afirmar que Bolsonaro não alterou o Estatuto do Desarmamento e diz não haver relação entre o aumento de números de armas com o índice de homicídios no país.

    “A desarticulação de facções criminosas, tirando líder de facção do seu local de origem, isso tudo fez com que os homicídios caíssem (no governo Bolsonaro)”, afirmou.

    Por outro lado, a deputada Fernanda Melchionna diz comemorar a revogação do decreto para reduzir o acesso a armas e munições.

    “A política não pode ser feita com ‘achômetro’. Todos os institutos que analisam dados falam que o aumento da circulação das armas aumentam em 1% o risco de homicídio. Tanto é que os feminicídios que se dão na esfera doméstica aumentaram no governo Bolsonaro”, declarou a deputada.