Para amarrar partidos aliados, Rodrigo Garcia intensifica agenda com prefeitos

Movimento tenta conter focos de dissidências em siglas como União Brasil e PP

Rodrigo Garcia, pré-candidato do PSDB ao governo de São Paulo
Rodrigo Garcia, pré-candidato do PSDB ao governo de São Paulo Divulgação/Governo de São Paulo

Iuri Pittada CNN

em São Paulo

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O governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), tem intensificado as agendas com prefeitos do estado para manter o desenho de alianças partidárias com vistas ao início da campanha eleitoral. Segundo fontes do PSDB, o movimento foi intensificado diante de recentes focos de dissidências em siglas como União Brasil e PP, mas a pré-campanha do tucano mantém a estimativa de contar com o apoio de 580 dos 645 prefeitos paulistas.

Nos últimos dias, o presidente nacional do União Brasil, deputado federal Luciano Bivar (PE), deu declarações contrárias a uma coligação com o PSDB e não descartou nem uma aproximação com o pré-candidato do PT, Fernando Haddad. No entanto, dirigentes do partido em São Paulo, como o secretário-geral da sigla, deputado Geninho Zuliani, garantiram que a maioria do União está com Rodrigo.

No PP, alas do partido mais próximas do presidente Jair Bolsonaro (PL) defenderam apoio ao pré-candidato do Republicanos, o ex-ministro Tarcísio de Freitas. Dirigentes locais do partido também reafirmaram a aliança com o governador – a sigla foi contemplada com a Secretaria de Transportes Metropolitanos recentemente.

Rodrigo Garcia esteve com aproximadamente 120 prefeitos nos últimos dez dias, em almoços ou jantares promovidos principalmente na capital paulista. A lista incluiu mandatários de União e PP, mas também de MDB e do próprio PSDB.

De acordo com a última pesquisa Genial/Quaest em São Paulo, Haddad lidera a corrida pelo Palácio dos Bandeirantes com 30% das intenções de voto, seguido por Márcio França, com 17%, Tarcísio 10% e Rodrigo 5%. O governador, porém, ainda tem baixo índice de conhecimento, assim como o ex-ministro da Infraestrutura. A aposta é que no início da campanha oficial, em meados de agosto, Rodrigo Garcia passará dos dois dígitos – em levantamentos internos, tucanos dizem que essa meta já teria sido atingida.

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