Para garantir vaga na mesa, PT aceita acordo com Arthur Lira

Segundo Gleisi Hoffmann, ação serve para evitar uma briga judicial e, ao mesmo tempo, garantir lugares na mesa diretora

Gleisi afirmou à CNN que partidos aceitaram acordo de divisão de cargos
Gleisi afirmou à CNN que partidos aceitaram acordo de divisão de cargos Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Fernando Molicada CNN

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A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, disse à CNN que os partidos que apoiaram a candidatura de Baleia Rossi (MDB-SP) decidiram aceitar o acordo para divisão de cargos na mesa diretora proposto pelo novo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). 

Isto, segundo ela, para evitar uma briga judicial e, ao mesmo tempo, garantir lugares na mesa diretora. Para ela, o problema é político, e não jurídico. 

Pelo entendimento, o grupo que ficou ao lado do emedebista na disputa pela presidência da Câmara terá direito a dois cargos titulares e duas suplências (pela divisão que levava em conta a proporcionalidade dos blocos, ocuparia três lugares efetivos, entre eles, a primeira-secretaria, que cuida da administração da Câmara e que ficaria com o PT). 

A mudança nos cargos e o acordo foram gerados pela decisão de Lira de anular a inscrição do bloco de Baleia, feita depois do horário previsto.

Nesta terça-feira, o presidente do PDT, Carlos Lupi, disse à CNN que só retiraria a ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a medida tomada pelo presidente da Câmara caso fosse respeitada a proporcionalidade original para a distribuição de cargos, que levaria em conta o bloco de Baleia Rossi. 

Gleisi afirmou que a decisão de Lira de anular o registro do bloco de Baleia teve, principalmente, o objetivo de impedir que o PT ficasse com a primeira-secretaria, chamada de “prefeitura da Câmara”. Ao partido caberá a segunda-secretaria.

Pelo acordo, o PSDB ficará com a terceira-secretaria; o PDT e o PSB indicarão os dois suplentes. Ainda há a possibilidade de o PSDB e o PSB trocarem de posições. 

Relator do mandado de segurança impetrado pelo PDT no STF, o ministro Dias Toffoli determinou que Lira preste informações em 10 dias e mandou notificar a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Advocacia-Geral da União (AGU). Ele, porém, não concedeu liminar para suspender a decisão do presidente da Câmara.

PDT desiste de ação no STF

Apesar da declaração do presidente do PDT, Carlos Lupi, o partido desistiu da ação contra a decisão do presidente da Câmara, Arthur Lira, de anular o bloco de Baleia Rossi. O site do STF registra que a desistência foi protocolada às 19h25 desta terça. 

Procurado pela CNN, Lupi disse que o acordo original acabou sendo respeitado e a ação perdera o objeto. Mas a composição da mesa acertada nesta terça é diferente da estabelecida ontem, que levou em conta o tamanho dos blocos. 

O grupo de Baleia perdeu um cargo entre os membros titulares.

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