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    Eleições 2022

    Parlamentares comentam composição do Senado para 2023

    No quadro CNN Dois Lados desta quarta-feira (11), a analista de política da CNN Brasil Basília Rodrigues conversou os senadores Carlos Portinho (PL-RJ) e Jean Paul Prates (PT-RN)

    Lucas Schroederda CNN

    em São Paulo

    Com a renovação de um terço das 81 cadeiras do Senado nas eleições de 2022, o Partido Liberal (PL) — sigla do presidente Jair Bolsonaro — terá a maior bancada na Casa, com 13 representantes. Será a primeira vez em 25 anos que o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) não vai deter a maioria dos assentos.

    No quadro CNN Dois Lados desta quarta-feira (11), a analista de política da CNN Brasil Basília Rodrigues conversou com o líder do governo no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ), e com o líder da minoria na Casa, Jean Paul Prates (PT-RN).

    Questionados sobre a nova composição do Senado, os parlamentares discordaram a respeito dos possíveis desafios de governabilidade a serem enfrentados por quem ocupar a Presidência da República em 2023.

    “Não tenho dúvida nenhuma que a base do presidente Jair Bolsonaro no Congresso Nacional ficou mais sólida, mais fortalecida após o primeiro turno das eleições. Isso mostra uma grande dificuldade porque essa base foi construída para o presidente Bolsonaro e, eventualmente, um resultado diferente [no segundo turno], pode levar o país a um problema de governabilidade”, afirmou Carlos Portinho.

    O líder do governo no Senado ainda ressaltou que pautas como regulação da mídia e mudanças na reforma trabalhista “não vão ser aprovadas”.

    Segundo Jean Paul Prates, “essas pautas que foram mencionadas não virão nos primeiros anos de governo Lula, portanto a questão de crise de governabilidade não se coloca. A regulação da mídia não é uma censura, trata apenas da parte societária de concessões públicas”. Acerca de alterações na reforma trabalhista, o líder da minoria destacou que “não se trata de contrarreforma, trata-se de ajustes que a Casa com certeza vai querer analisar sobre, por exemplo, trabalho temporário e trabalho remoto”.

    Pesquisas eleitorais

    Indagados sobre os resultados das pesquisas eleitorais no primeiro turno das eleições presidenciais, ambos os senadores concordaram que o assunto precisa ser analisado. Entretanto, cada um deles apontou um caminho diferente a ser seguido.

    Carlos Portinho, que assinou requerimento para instauração de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o tema, afirmou que “o problema das pesquisas é a capturação do voto”. “Não tem nada mais importante do que o voto livre e consciente do eleitor. O que agente viu no primeiro turno foi uma describilidade”.

    “As pesquisas erraram para prejudicar o presidente Bolsonaro. Precisamos discutir aqui no Senado, no Congresso, como são feitas as pesquisas e talvez regulá-las”, completou.

    Segundo Jean Paul Prates, “esse assunto realmente merece um debate”. Contudo, “não cabe uma CPI, que [por sua vez] serve para investigar uma conduta escandalosa, que a sociedade chama atenção, como foi a questão dos pastores no Ministério da Educação (MEC) e o superfaturamento na Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba)“.

    Na avaliação do líder da minoria no Senado, “as pesquisas não pegaram os últimos momentos do eleitor junto às pressões que ele sofreu, principalmente bolsonarista, nas igrejas”.

    Corrupção

    Questionados sobre corrupção nos governos Bolsonaro e Lula, os senadores divergiram novamente.

    “No governo Bolsonaro não houve a máquina de corrupção que o PT funcionou os outros governos. No governo Bolsonaro, todos os órgãos de controle funcionaram”, defendeu Carlos Portinho.

    “Corrupção em todo governo e em todo lugar do mundo tem de ser combatida. Os governos Lula e Dilma nunca trocaram investigador, nunca pediram para o Ministério Público (MP) aliviar e nunca fizeram remanejamento de delegados”, contrapôs Jean Paul Prates.

    Veja a íntegra do quadro no vídeo acima.