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    Eleições 2022

    PDT consulta diretórios regionais para posição no 2º Turno

    MDB e União Brasil também realizam consultas internas antes de anúncio oficial nesta semana

    Ciro Gomes ficou em quarto lugar na corrida pelo Planalto
    Ciro Gomes ficou em quarto lugar na corrida pelo Planalto Divulgação / Ciro Gomes

    Gustavo UribeBasília Rodrigues

    O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, informou à CNN que iniciou conversas com os diretórios estaduais do partido para definir a postura da legenda no segundo turno da disputa presidencial.

    A expectativa é de que o anúncio seja feito até quarta-feira (5), após reunião com integrantes da executiva nacional da legenda e lideranças regionais do partido.

    Segundo relatos feitos à CNN, uma consulta informal feita com integrantes da cúpula nacional mostrou tendência de apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas a sigla quer ouvir também diretórios estaduais.

    No domingo (2), o candidato do partido ao Palácio do Planalto, Ciro Gomes, disse estar preocupado com o resultado das eleições. Durante o pleito nacional, Ciro chegou a dizer que não apoiaria nem Lula nem Jair Bolsonaro (PL) em um segundo turno. Mas de acordo com interlocutores do pedetista, ele estaria repensando o posicionamento após o resultado nas urnas –que foi interpretado por algumas lideranças do partido como um possível aceno ao petista.

    Procurada pela CNN, a assessoria de imprensa de Ciro Gomes informou que ele se posicionará apenas após a reunião da executiva do partido.

    Meio termo

    Já o MDB, de Simone Tebet, também está consultando os diretórios estaduais, mas a tendência é posição oficial de neutralidade. O partido, no entanto, discute um meio-termo, para não ser acusado de lavar as mãos.

    Uma proposta em discussão é que, apesar da liberação dos apoios partidários, lideranças nacionais saiam em apoio público a Lula, incluindo Tebet.

    Outro partido que deve anunciar posição nesta semana é o União Brasil. O presidente da legenda, Luciano Bivar, avaliou à CNN que a legenda saiu “extremamente vencedora” com bancada maior do que em 2018, quando o antigo PSL esteve com Jair Bolsonaro.

    Integrantes da legenda dizem que o resultado emancipa o partido a tomar a decisão que quiser. O União Brasil deve se reunir até terça-feira (4).

    A escolha do partido ocorre paralelamente a conversas de fusão do União Brasil com os Progressistas (PP), atualmente da base aliada de Bolsonaro.

    O PTB, de Padre Kelmon, mais alinhado a Bolsonaro, ainda não formalizou o apoio neste segundo turno.