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    Perfil de vice de Ramagem divide o PL no Rio

    Enquanto uma ala do partido defende nome ideológico, outra quer vice político para ampliar alianças

    Alexandre Ramagem, ex-diretor-geral da Abin
    Alexandre Ramagem, ex-diretor-geral da Abin Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

    Pedro DuranPedro Venceslauda CNN

    São Paulo

    Embora unificado em nome do ex-diretor da Abin, o PL do Rio de Janeiro está dividido sobre o perfil daquele que deve assumir o posto de vice na chapa. Uma ala do partido defende um nome mais ideológico, que ajudaria a polarizar a disputa com o atual prefeito e principal oponente de Ramagem, Eduardo Paes, do PSD.

    Nesta ala, o nome que tem mais forças segundo liberais ouvidos pela CNN é o de Chris Tonietto, deputada federal. Bolsonarista raiz, a advogada levanta bandeiras ligadas à família, religião e contra o aborto.

    A estratégia iria na linha da chegada de Carlos Bolsonaro ao PL, que deve impor um filtro ideológico na lista para os 52 postulantes à Câmara Municipal do Rio de Janeiro que o partido apresentará, como a CNN já mostrou.

    Outro grupo do partido, mais tradicional e mais antigo, defende outra linha: a da composição de alianças. A leitura é de que o vice é um posto importante para amarrar outros partidos no arco de alianças, o que poderia ser fundamental, segundo interlocutores, para conquistar tempo de televisão e fazer frente à gestão Paes.

    Apesar da operação Vigilância Aproximada, que rendeu mandatos de busca e apreensão contra Ramagem e Carlos Bolsonaro, o nome do deputado que é delegado da Polícia Federal está firme. O fiador é o próprio presidente Jair Bolsonaro, que já disse à CNN não ter alternativa ao aliado.

    A ideia, inclusive, é usar a visibilidade garantida pela operação contra Ramagem para reforçar a tese de que ele é vítima de uma perseguição política por ser bolsonarista, criando um discurso semelhante ao de Bolsonaro em 2018, vendido eleitoralmente como “antissistema”.